quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Egito - Parte 2

Nos demos o luxo de acordar tarde na manhã seguinte. Depois saímos correndo porque tínhamos varias coisas pra fazer, hehe. Fomos de novo no lugar de fazer carteirinha de estudante que estava fechado no dia anterior, que o Lonely Planet dizia que dava, mas não deu, rs. Fomos atras de cartão de memória pra máquina e um lenço pra Ane usar pra cobrir a cabeça, pra ver se davam um pouco de sossego pra nós, ja que o assédio era excessivo. Acho que os egípcios ficam loucos quando vêem uma mulher com cabelos a mostra. E olha que a Ane ja estava usando calça comprida e manga longa desde a Índia, mesmo com o calor que fazia!
Depois fizemos mais alguns planejamentos pra os próximos dias de viagem e quando saímos pra comer voltamos rápido porque ficamos irritados com as pessoas tentando vender de tudo e mais um pouco pra nós na rua. A noite fizemos a sessão lavanderia antes de deitarmos.

Fomos comprar bilhete de trem para Aswan, Sul do Egito, mas estava impossível de comprar um trem normal de 1a classe por causa da multidão na fila, uma desordem total, então tivemos que pagar mais que o dobro em cada bilhete por um trem com cama. Um trem muito melhor mas que não era pra ser tão caro assim. Como perdemos a maior parte da manhã com isso, a tarde nos não fomos ver as pirâmides mas fomos no Museu do Cairo. Que alias é tão imperdível quanto as pirâmides, porque é enorme e tem tudo sobre o Egito de todas as épocas. Vimos varias múmias, inclusive algumas de faraós bem famosos!! O que não estava incluso na entrada para o museu e também meio caro pra ver, mas vale muito a pena! Para o resto do museu talvez você precise até de mais de um dia pra ver tudo o que eles tem lá. Nos vimos os principais em uma tarde, que é o mínimo, mas varias seções que não nos interessava tanto nos já pulávamos direto. Com certeza, também vale a pena visitar o restante, mas não tinhamos tanto tempo!

A gigantesca Quéops ao fundo
Sonho realizado!!
Levantamos cedo, saímos do quarto, deixamos as malas prontas no albergue e fomos pegar um ônibus para ir até as pirâmides. Nos mandaram pra 3 pontos de onibus diferentes, e não passou o nosso onibus em nenhum deles... Andamos, perguntamos, até arriscamos falar umas palavrinhas em árabe perguntando como chegar às piramides, e nada... Depois de quase uma hora procurando um ônibus, decidimos desembolsar mais uma graninha em um taxi, pra garantir a maior parte do dia nas pirâmides.Ao chegarmos perto já podíamos ver aquelas coisas enormes praticamente no meio da cidade! Antes mesmo de chegarmos na entrada, já podemos ter uma idéia da quantidade de vendedores que teríamos que fugir durante o dia todo ali. Pra ter uma idéia, um cara chegou a pular em cima do taxi e andou vários metros lá em cima até o taxista parar e ele entrar no taxi pra tentar nos oferecer serviço de guia turístico.
Quando entramos, já demos de frente com a maior das pirâmides, a de Quéops. Aquilo é tão grande que você tem que sempre dar vários passos pra traz quando vai tirar uma foto, senão não sai a pirâmide inteira, hehe. A vista por lá é incrível, a sensação indescritível, com certeza aquele foi um dos pontos fortes de toda a nossa viagem!!
Esfinge e Pirâmide ao fundo
Ainda fomos ver a esfinge, que não é nem de perto tao grande quanto as pirâmides, mas muito legal. Tiramos nossas fotos e já saímos de perto porque tinha muita gente e muitos vendedores. Esses tinham o dom de ser extremamente irritantes! Voltamos pro planalto principal, e fomos visitar o interior da pirâmide principal. Quando chegamos quase não deu tempo de entrarmos porque já estava pra fechar então corremos lá pra dentro, que era iluminado e tinha degraus apesar de não ter muita coisa pra se ver lá dentro, alias praticamente nada, somente algumas salas vazias. Já no fim da tarde, saímos e pegamos o ônibus, bem perto da saída e chegamos de volta ao centro facilmente. Lá, pegamos as malas e fomos pra estação de trem para pegarmos o trem para o Sul do pais. O trem saiu meio atrasado mas era bem legal, com cabine para so para duas pessoas, com camas e refeições !! Se bem que pelo preço que pagamos, nada mais justo né!

Souq, mercado árabe, em Aswan
Chegando em Aswan, fomos direto procurar hotel. O calor estava um absurdo (mais de 40°centígrados, e humidade quase zero) e o primeiro que achamos mais ou menos descente, nós ficamos. Pegamos algumas informações sobre os tours e também do trem pra Luxor, nosso próximo destino. Almoçamos num restaurante legalzinho na beiro do Rio Nilo, não era nada espetacular mas a os pratos típicos que pedimos estavam bem gostosos. A tarde andamos pela feira que cruza o centro da cidade. Eram lojas, quer dizer, barracas e mais barracas por todo o calçadão. Era um souq (mercado) bem interessante, tinham vários produtos diferentes, principalmente os de artesanato. Aliás, a cidade toda era bem diferente do que tínhamos visto do Egito ate aquele momento, o povo parecia bem mais "africano" do que "árabe", com a cultura seguindo o mesmo padrão, já que estávamos a apenas 40 km de distancia do Sudão. O artesanato nas ruas era bem diferente, o tempero das comidas também, a única que não mudou era o desespero dos egípcios para vender algo, eles ficam oferecendo de tudo e sem parar ate você sumir da vista deles. Muitas vezes você já esta na esquina e eles continuam gritando preços ou o que eles querem vender!! Depois acabamos indo dormir cedo porque tínhamos um tour as 3 da manha pra pegar.E com aquele calor, nem a noite dava vontade de sair debaixo do ventilador. O ar na região era muito seco, e o vento era um bafo quente, soprando aquele poeirão! Deu uma moleza...

Acordamos as 2:30 pra pegar o tour, pegamos o "café da manha" que o hotel nos deu (que estava incluso no preço do tour) e que era ridículo, uma baguete quase dura, um polenguinho e uma manteiga, entregues numa sacola de mercado. Saímos as 3 da manhã e pegamos a estrada por mais umas 3 horas até chegarmos em Abu Simbel, uma região a somente 40 km da fronteira com o Sudão. A paisagem que eu tinha, alias só eu, porque todo o resto do busão dormia, era maravilhosa, o sol nascendo e toda aquela imensidão de areia pra todos os lados. Ai fiquei lá tentando tirar uma foto boa com o busão pulando mais que não sei o que, em uma estrada quase igual as que temos aqui no Brasil, cheia de buracos. Outro fato interessante é que por aquela ser uma região meio isolada, e devido a conflitos entre Sudão e Egíto no passado, todos os ônibus que vão visitar os templos de Abu Simbel são obrigados a viajarem em comboio com a policia Egípcia em três horários no dia, entao todas as excursões tem horário fixo pra ir e voltar, porque se atrasarem e perderem o comboio, terão que esperar pelo próximo comboio, umas 4 ou 5 horas depois, e detalhe, a estrada fica fechada pela policia dos dois lados, ninguém entra e ninguém sai!
Abu Simbel
Depois de uma longa viagem, chegamos aos templos, que na minha opinião são tão impressionantes quanto as pirâmides. O primeiro, o templo de Ramsés II, é enorme e tem quatro estatuas gigantes sentadas, na entrada do templo, e uma delas esta sem cabeça mas as outras três estão em perfeito estado de conservação. Dentro você ainda pode ver alguns desenhos com cores que duraram até hoje. Também tem várias estátuas no hall de entrada, porém menores, uns 3 metros de altura só, hehe. Os detalhes e o estado de conservação que ainda se encontram todos os desenhos e estatuas são impressionantes, no mínimo. Hieroglifos estão por todas as paredes e em volta de portas, e esta tudo tão perfeito, que se fossem letras, você poderia ler tudo aquilo a uma boa distancia das paredes.
Bom, saindo do templo principal, ainda fomos no templo da mulher de Ramsés, logo ao lado, com várias estátuas de pé, na frente do templo. Tão conservado quanto o outro templo, mas um pouco mais simples, com menos salas, menos estatuas dentro e menos detalhes nos desenhos das paredes, mas muito legal também.

O mais interessante desse templo de Ramses II em Abu Simbel é que ele foi construído de forma que somente duas vezes por ano, no solstício de verão e de inverno, a luz do sol entra pela porta principal e ilumina as estatuas que ficam no fundo do templo, que são estatuas do rei Ramsés que adorava o deus Ra, o deus do sol. E junto a Ramses e Ra está também está Osíris, o deus do submundo, que em nenhum momento é iluminado. Que arquitetura e inteligência tinha esse povo tanto tempo atrás!
Saimos de lá impressionados com tudo e pegamos o ônibus pra volta de mais 3 horas pelo deserto. Dessa vez, com o calor do fim da manha não foi tão divertido, porque o ar condicionado não funcionava muito bem. Chegando de volta em Aswan, almoçamos e depois já seguimos pra estação de trem para pegarmos o trem para Luxor. A viagem foi tranquila e o trem era bem confortável e também estava meio vazio.


Renner & Ane Gimenes
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Egito - Parte 1

O voo saiu meio atrasado e chegamos em Cairo, Egito já a noite. Demoramos um pouco no aeroporto porque ainda tivemos que pagar o visto de entrada, e trocar dinheiro pra isso, alem das filas estarem meio grandes. Já do lado de dentro, foi difícil achar um ônibus pro centro de Cairo. Depois de duas semanas em países árabes e com toda essa procura constante por ônibus já estávamos lendo os números em árabe, que são diferentes dos nossos, o que ajudou bastante.
Quando conseguimos achar um ônibus, era um desses de linha, cheio, pequeno e apertado, mal tinhamos espaço pra colocarmos as malas no chão, mas com a ajuda de outros passageiros e muitos gestos, conseguimos descer na primeira estação de metrô.
Chegamos no centro de Cairo, e depois de rodar por uns 3 hoteis, decidimos ficar no primeiro que vimos que não era o mais caro, mas o melhor deles. Entramos já devia ser depois das 11 da noite e ate irmos dormir já eram mais de 2 da manha !! E assim começaria, ou melhor, já tinha começado nossa viagem pelo Egito!!

Homens fazendo suas orações na rua
Saímos pra comprar algumas coisas que precisávamos como shampoo, sabonete e pasta de dentes. Também fomos visitando outros hotéis pq queríamos achar um mais barato do que onde estávamos. No no meio da tarde, como não tínhamos achado nenhum outro hotel, fomos tentar fazer carteirinha de estudante, pq tinhamos lido em vários sites e inclusive no Lonely Planet que você não precisa de comprovação pra fazer a carteirinha no Egito. Quando chegamos no escritório, já estava fechado então voltamos pro hotel e fizemos o roteiro dos quinze dias que passaríamos no Egito. E como iríamos comprar passagem de trem fomos tentar fazer o cambio de uns dólares que tínhamos mas todas as casas que achamos tinham uma taxa de cambio muito ruim, então desistimos. Já a noite saímos pra tomar um chá árabe num barzinho num calçadão no centro de Cairo, uma experiência bem típica de um cairense ainda mais se também estivéssemos fumando um narguile, ou shisha (cachimbo dágua), mas decidimos ficar só no chá mesmo naquela noite.Ficamos la tomando chazinho e assistindo o povo local passear e também ficamos tentando driblar os pedintes e vendedores ambulantes.

Tomamos café no hotel, saímos cedo e fomos pra um outro hotel bem mais barato, onde deixamos as malas e fomos pra estação de trem comprar passagens para Alexandria, na costa norte do pais na beira do Mar Mediterrâneo. Depois de uma hora andando de um lado para o outro, atras de alguém que falasse inglês achamos um policial da policia turística egípcia. Ele nos levou até o guiche correto e nos ajudou a comprar os trens que precisavamos, obviamente que tivemos que pagar o bakshishe, que seria uma gorjeta mas que no Egito é paga pra qualquer serviço que alguém faça por você. Especialmente se você é um turista, você vai sempre achar alguém querendo te ajudar em troca de um bakshishe.
Da estação de trem fomos direto para o Khan El Khalili, um dos mercados mais conhecidos do mundo árabe. Lá já paramos para almoçar no Egyptian Pancakes (Panquecas Egípcias), um dos famosos restaurantes do mercado.
Lanternas, especiarias e arquitetura tradicional, no Khan el Khalili
Depois do almoço fomos dar uma volta e conhecer o mercado que é bem grande e depois de caminhar bastante no calor de mais de 40 graus do Egito paramos pra tomar um chá típico egípcio e experimentar um narguile no El Fishawi, um bar que segundo o dono, esta aberto a quase 200 anos direto, já que funciona 24 horas por dia. Nao sei se é verdade mesmo mas se for, é impressionante, isso é!!
Chá de hortelã e Narguile, no café bi-centenário, dupla árabe inseparável!
A noite fomos ate alguns dos cinema da capital mas nos poucos que encontramos, eles só tinham versões dubladas em árabe dos filmes em cartaz, então fomos comer Kushari, uma comida bem típica, feita de arroz com lentilhas, grão de bico e uns macarrões tudo misturado com molho num prato só, parece meio estranho mas ate que é bom. A Ane nem preciso falar que adorou, ainda mais porque é um prato vegetariano. Por ela comeríamos todo dia!!

Saímos cedo do hotel e fomos pra estação de trem e pegamos um trem na segunda classe pra Alexandria. O trem ate que não era tão ruim, tinha ar condicionado, poltronas confortáveis e a viagem foi tranquila mas quando chegou em Alexandria e o vagão todo desceu nos tambem descemos, só pra meia hora depois, descobrirmos que tinhamos descido na estação errada, porque aquela nao era a estação do centro da cidade. Ai lá fomos nos descobrir como chegar no centro, e vimos que tinham uns bondes que passavam bem em frente da estação, então fomos lá tentar pegar. Bom passou um bonde lotado que nao caberia nem um de nos dois, quanto mais os dois com as malas juntas !!
Ai depois de um tempo decidimos pegar um taxi pro centro. Taxi no Egito não é caro se você comparar com o preço dos outros países, mas se você analisar na economia deles, o preço é bem carinho. Resumindo, todo turista anda de taxi, os egípcios mesmo, só os mais bem de vida.
Chegamos no hotel, que era bem velho, que tinha ate aqueles elevadores de grades onde vc vê os andares passando, mas tinha um quarto bem razoável, com uma varanda que dava pra ver o mar e tv a cabo. Decidimos sair pra almoçar e paramos num restaurante bem de frente com o mar mediterrâneo. Comemos um dos melhores pratos de frutos do mar que já provamos, se não o melhor!! Depois fomos pra famosa Biblioteca de Alexandria, que não é a mesma da antiguidade mas foi construída depois que a original foi praticamente destruída num incêndio. Vimos tudo rapidamente porque o local estava quase fechando mas foi bem impressionante ver o tamanho da biblioteca, que é realmente usada como biblioteca por alunos de universidades e não só como local turístico. Como as coisas pra se fazer na cidade eram em sua maioria durante o dia, resolvemos ir no cinema a noite e vimos Piratas do Caribe 3D, foi bem legal e matamos a vontade de ir no cinema.
Frente da Biblioteca de Alexandria

No dia seguinte saímos cedo e fomos andando pelo calçadão da praia, que era horrível. Andamos ate o Forte, parecia um castelinho bem conservado mas sem muitas coisas pra se ver, mas interessante. Como o tempo estava muito quente resolvemos voltar de taxi pro hotel, lá fizemos as malas e saímos do hotel.
Forte de Alexandria
Deixamos as malas no hotel e andamos ate o museu que era ate interessante mas bem pequeno. Acabamos não indo pro Pilar de Pompeu porque nenhum dos 4 taxistas que paramos entenderam onde queríamos ir. Então resolvemos ir no teatro romano, que ficava num espaço bem grande mas o teatro em si era meio pequeno e meio sem graça, principalmente depois de já termos visto o de Amman.
Sítio arqueológico, e teatro romano
O mais interessante no local, na verdade eram as escavações arqueológicas, da mesma época do império Romano. Depois disso voltamos pro hotel, pegamos as malas e paramos num Café Brasil, pra Ane tomar um cafezinho. Seguimos pra estação de trem e pegamos um trem de 1 classe, que era bem confortável.

Chegamos a noite de volta em Cairo e já fomos direto pro Albergue Dahab, que ficava na cobertura de um prédio. Bem interessante.


Renner & Ane Gimenes
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Israel

Saímos de Aman de manhã cedo, pegamos um taxi ate o terminal de ônibus e lá vimos o preço de um taxi dividido com outras pessoas. Como no ônibus sairiam o mesmo valor mas com o taxi já poderíamos sair naquela hora, fomos nele mesmo. Viajamos com dois jordanianos, fora o taxista. Eles vieram conversando pouco, e nós dois só os cumprimentamos mas como eles nao pareciam estar muito interessados, ou não falavam Inglês, continuamos conversando nós em português mesmo. Em menos de um hora já estávamos na fronteira, ainda do lado Jordaniano. Pra sairmos do pais foi super tranquilo, pagamos uma taxa e ficamos esperando a van que nos levaria ate o lado israelense, enquanto jogavamos conversa fora com o guarda jordaniano, muito simpático. Pegamos a van com outros estrangeiros, um casal duas filhas, eram chilenos que viviam nos Estados Unidos. O pai trabalhava na ONU. Conversamos um pouco em Spanglish ate chegar no lado israelense da fronteira. Quando a van estava chegando ao outro lado, os guardas mandaram os carros pararem longe da entrada e todos os guardas foram pra dentro. O lugar ficou deserto e só a nossa Van e mais uns carros parados lá fora. Depois de um tempão voltam todos os guardas, armados como sempre, algumas pessoas de coletes a prova de balas e todos os funcionários voltam a trabalhar, então saímos da Van e fomos passar pela imigração de Israel. Mais tarde ficamos sabendo que foi uma denuncia falsa de bomba dentro de bagagens. Ficamos meio preocupados com o que estava acontecendo, mas por sorte, não foi nada. Emocionante, hehehe!! Demorou um bom tempo pra entrarmos porque tinham filas imensas, mas ate que foi tranquilo depois que entregamos os documentos. Tinham muitos palestinos, que ficavam em uma fila "muvuca" própria, só para eles. E tinham muitas mulheres muçulmanas na nossa fila, que nos empurravam, e reclamavam na sua língua. Uma bagunça, mas foi engraçado. Estávamos um pouco nervosos com essa entrada em Israel, dizem que é difícil, as vezes cismam com vc, ai te dão canseira pra entrar, mas graças a Deus, conosco foi tranquilo. Perguntas básicas. O que vieram fazer, quando partem, onde ficarão, e se iríamos para o lado palestino, rs.
O Domo da Rocha, cartão postal de Jerusalém

Pegamos um ônibus na fronteira ate a cidade velha de Jerusalém, que já foi impressionante a primeira vista, com seus muros altos e aparência de castelos medievais. Entramos, e fomos procurar albergue, e tivemos que andar muito naquele calor, naquelas belas vielas íngremes ate conseguir, por fim achamos um quarto cavernoso, hehe, que era todo "feito de pedra", como se fosse uma caverna. Bem interessante, mas tambem bem caro, alias como tudo ali dentro da cidade velha. Achamos o look do "hotel" legal, mas durante a noite quando fomos ao banheiro, vimos umas 6 baratas andando por lá, e umas anteninhas aparecendo por entre o piso. Ficamos com nojo, mas a essas alturas da viagem, nem incomoda tanto. Depois de comermos e passearmos mais um pouco pela cidade fomos ver um festival que estava tendo aquela noite, vários estandes, maior produção, mas tudo na língua local e não entendemos uma palavra de tudo o que estava rolando por lá. Para nós foi somente uma cidade iluminada pra festa, com alguns artistas de rua. Mas gostamos mesmo sem entender do que se tratava.

As vielas de Jerusalém, cheias de comércio

De manha saimos cedo pra fazer um tour gratuito andando pela cidade, o famoso "free walking tour", que se vocês ainda nao ouviram falar, vão ouvir nos nossos próximos posts. O tour foi legal, e conseguimos ver a cidade velha de Jerusalém inteirinha, visitando todos os lados da cidade, com suas diferentes culturas. A cidade velha de Jerusalém, é uma cidade murada e dividida em "quartos" (de 1/4, não de dormir), o  quarto judeu, o cristão, o armênio e o muçulmano. Vimos quase todos os pontos importantes da cidade rapidamente, o guia foi muito neutro em suas explicações, sem dar mais ênfase a um quarto do que ao outro, então decidimos voltar depois pra rever, tirar fotos, tudo com calma. Paramos para almoçar num restaurantezinho, que mais parecia a cozinha da casa do tiozão. A comida ate que tava boa, mas foi meio caro, apesar da simpatia do dono. Depois do almoço foi a vez de andarmos pela Via Dolorosa, o caminho que Jesus percorreu carregando a cruz ate ser crucificado. Passamos por todos os pontos, vimos as pedras onde Ele caiu, onde Ele pôs a mão e seguimos o caminho ate a Igreja do Santo Sepulcro. Lá dentro ate deu pra se emocionar vendo o monte onde Jesus foi crucificado, onde colocaram Seu corpo e de onde Ele recussitou. Ao contrário do resto da cidade onde é bem mais difícil imaginar que Jesus andou por lá, porque hoje tudo ali é lojinha pra turista, tudo é voltado pro comércio. Bom,no fim da tarde ficamos no quarto do albergue porque os dois estavam com piriri. De novo...
No muro das lamentações!!
Fomos andar sobre o muro que cerca a cidade. Você acaba vendo como é do lado de fora da cidade por todos os lados. Paramos perto do Muro das Lamentações, ai demos uma esticadinha ate lá para olharmos tudo com mais calma e tirarmos algumas fotos. O lado dos homens, porque é separado, é bem maior que o das mulheres e por isso o dos homens estava bem mais tranquilo, quanto que o das mulheres estava abarrotado. Mas foi legal, fomos ate lá, encostamos, só a mão, não a cabeça, como alguns judeus ortodoxos fazem, oramos e tiramos fotos. Só ficamos devendo os bilhetinho pra enfiar no muro. De lá demos uma voltas ate dar o horário de um procissão franciscana que seguimos. Eles saíram do local onde Jesus foi julgado e recebeu a cruz, seguiram toda a Via Dolorosa, parando e rezando em Latim, italiano e inglês em cada uma das estações. Mesmo sendo uma procissão católica, diferente da nossa religião, foi bem interessante. Foi a única forma que encontramos de participar de um grupo com intuito religioso, e nao turístico. Depois disso, fomos andar mais um pouco, só pra variar, hehe, fomos pra fora da cidade velha e pudemos ver um pouquinho da Jerusalém moderna de hoje em dia. Mais a noite, achamos outro albergue, quase o mesmo preço, mas muito melhor que onde estávamos. Sem baratinhas! Antes de ir dormir, comemos uma pizza e ficamos na internet, pesquisando, e escrevendo os posts do blog!
Tocando no muro, e numa história milenar!


De manhã saimos do albergue e fomos pro novo, depois andamos mais uma vez pelo muro, mas dessa vez, do outro lado da cidade, ate o Lions Gate, passando pelo portão Damascus, que é bem grande e tem um mercado do lado de dentro e de fora, então o comércio rola solto por ali.  Visitamos a praça romana e a caverna que tem debaixo da cidade. Nenhum dos dois foi muito interessante, mas compramos num pacote com o passeio pelo muro, que foi bem legal, então ate que não foi tão mal. Tivemos que sair rápido da caverna porque a Ane estava com piriri!! Rs!! Coisas que acontecem quando se come comida diferente!
Muro das lamentações, lado das mulheres!
No dia seguinte foi corrido tambem, fomos no Templo do Monte, onde era o templo de Salomão e vimos de perto o Domo da Rocha, aquela redoma dourada que voce vê em qualquer foto da cidade de Jerusalém. Depois, no caminho do jardim do Getsemane, paramos na gruta onde Jesus frequentava, que já estava fechada e ai visitamos a igreja onde Maria foi sepultada. Seguindo para o jardim, primeiro vimos a Igreja de Todas as Nações, que é bem bonita, e depois finalmente paramos no Jardim das Oliveiras, com oliveiras que uma pessoas não consegue abraçar e que são da época em que Jesus andava por aquele jardim. Muito legal !!
Monte das Oliveiras. Grande parte foi feita de cemitério.
Nosso penúltimo dia foi dia de viagem, pegamos um ônibus para Belém pela manha e caminhamos um pouco ate a Igreja da Natividade. Visitamos a gruta onde era a estrebaria onde Jesus nasceu! A gruta é bem pequena, mas a igreja ao redor é grande, mas com cara de bem antiga, e ate parecia que tinha passado por um incêndio de tao preto que eram algumas partes de dentro. Em uma dos lados tinha alguns tuneis tambem que levavam pra outras partes da "gruta" que nao tinhamos acesso.
Foi muito interessante ver que ao sair de Jerusalém vc já percebe um muro alto ao lado da rodovia que separa as áreas sob controle palestino das áreas sob controle judeu. A cidade de Belem fica na verdade do lado palestino, portanto temos que passar por um check point, por uma vistoria policial. Para entrarmos na área não precisamos parar, mas para retornar pra área judia descemos do onibus e tivemos os passaportes verificados por aqueles guardas jovenzinhos com metralhadoras gigantes a tiracolo.
Retornamos em segurança pra Jerusalém, e fomos fazer umas comprinhas de lembrancinhas. Colocamos em pratica nossas técnicas de pechincha, mas aqui, diferente do sudeste asiático, nao bastava um sorrisinho e umas palavrinhas na língua local. Eles não dão muito desconto não! Mas ate que conseguimos alguma coisa.
Mais tarde, de volta a nossa casa, digo, albergue, conhecemos um Guarulhense!!! Ficamos conversando um tempão. Gente boa o japa! Depois experimentamos a cerveja local, junto aos olhares de reprovação de alguns judeus ortodoxos que nos viram tomando a bebida. Tudo bem, nem gostamos muito dela mesmo! Paramos na primeira! Mas os falafels estavam uma delicia, apesar de ja estarmos enjoados deles e de kebabs.

No nosso ultimo dia em Israel levantamos cedo e fomos conhecer o Cenáculo, lugar onde os discipulos pela primeira vez receberam o Espirito Santo, além de ser o lugar onde alguns acreditam que foi a ultima ceia de Jesus e seus discípulos. Pena que estava tão cheio de grupos de turistas, mas deu pra ter o prazer de estar lá. Em seguida fomos para a sepultura do Rei Davi, no Monte Sião que estava em reforma. Ela era dividida em lado feminino e masculino, e basicamente todos os demais visitantes eram judeus. Não foi muito marcante, mas valeu a oportunidade de estar "diante" de um rei, pregador e salmista muito importante para nós. Fizemos o checkout, pegamos uma van para a fronteira com a Jordania, e em poucas horas já estávamos com o passaporte carimbado saída de Israel. Mas nunca um dia de mudança de país pode ser tranquilo, tivemos que esperar 2 horas por um ônibus para irmos para o lado jordaniano. Muitos ônibus chegavam, mas eram somente para cidadãos palestinos e jordanianos. Ao final da espera já estávamos perdendo a paciência, mas um ônibus chegou e pudemos voltar para a Jordânia.
Ao chegarmos do outro lado, teríamos que procurar um jeito de irmos ate a capital, já que na ida nos fomos de taxi e parecia que não tinham outras opções por lá.  Resolvemos perguntar para um cara, que parecia ser árabe, mas vimos que tinha passaporte suíço e falava inglês muito bem. Mas para nossa surpresa, quando perguntamos se ele sabia se tinha algum ônibus ali pra capital, ele disse que seus pais estavam ali esperando por ele e que se nos e as malas coubéssemos no carro, poderíamos ir de carona com eles!! Ficamos super contentes e fomos, e os pais do rapaz foram muito simpáticos e fomos os 5 conversando o caminho todo. Eles eram uma família de palestinos e em algum momento da viagem eles nos perguntaram sobre o que pensávamos sobre a "guerra" que existe entre Israel e a Palestina e ate nos contou que o Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer a Palestina como nação. Por fim dissemos que não sabíamos muito, que os assuntos dos Oriente Médio não são muito discutidos no Brasil, ai ganhamos uma expliacao detalhada sobre o assunto vindo de uma família palestina diretamente afetada pela briga com Israel. Foi muito interessante ter essa visão, principalmente vindo de pessoas que viveram tudo aquilo, sentindo na pele aquela experiência.  Depois de sermos deixados em algum ponto de Amman, nos despedimos dos nossos benfeitores palestinos, pegamos um taxi até o hotel onde iríamos ficar, o mesmo onde já tinhamos ficado em duas outras vezes, hehe, e no fim da corrida, descemos do taxi e fiquei esperando o troco, e não é que o motorista picareta saiu rasgando com o taxi sem nos dar o troco!! O maldito ficou com 3 vezes o valor que deveriamos pagar! Mas por fim, de volta a Amman, já no fim da tarde, saimos pra comer e fomos dormir cedo porque estávamos quebrados.

Aqui ficava a cruz, fincada na pedra, que foi parcialmente mantida.
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Renner & Ane Gimenes
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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Jordania - Deserto de Wadi Rum

Pegamos o ônibus bem cedo no albergue em Petra, em  direção a Wadi Rum, um vilarejo na beira do deserto. Algumas horas no ônibus "super confortável" nós chegamos no vilarejo, cada um com dor em uma parte do corpo. Entramos no escritório do guias/beduínos e ficamos esperando com algumas outras pessoas a hora de entrarmos no jeep e partirmos pro deserto. Enquanto isso conhecemos o resto do pessoal que ia com a gente pro tour, tinha o Jorge, um casal de belgas e uma família alemã.
Depois de um tempo tomando chá árabe o guia chegou e lá fomos nós. O motorista ia na frente com toda a comida e todos nos íamos pulando na parte de trás. E o jeep começou a entrar no meio daquele areião todo e depois de pouco tempo não conseguíamos mais ver a vila onde estávamos. Para os lados eram só montanhas de pedras e areia e algumas dunas também passavam pra diferenciar um pouco a paisagem. Logo fizemos a primeira parada para ver uma fonte em cima de uma montanha.
A subida era meio difícil e demoramos um pouco pra subirmos e quando chegamos lá só tinha uma pequena poça de água e uma árvore bem grande com uma ótima sombra onde pudemos descansar antes de acharmos o caminho de volta morro abaixo. Enquanto descansavamos o resto do grupo foi descendo e quando ficamos só nos dois e o Jorge, a Ane viu uma cobra correr por entre as pedras e se enfiar embaixo de uma delas!! Bom, menos mal, antes uma cobra que uma lagartixa!! Pelo menos pra Ane!!

Chegando lá na tenda beduína tomamos mais um chazinho, só pra variar, e depois de ver as coisas que eles vendiam por lá, pulamos no jeep de volta e voltamos a ver areia, dunas e pedras por todo lado. Paramos na frente de uma duna para podermos subir, foi uma boa escaladinha, já que andar em areia não é nada fácil. A areia desse deserto é vermelha, que fazia contraste com o céu azul sem nenhuma nuvem e deixava a paisagem ainda mais incrível! Algumas pessoas desceram correndo, a Ane inclusive, eu só fui filmando ela e tentando não deixar mais areia entrar no meu tênis, hehehe. Da duna fomos ver uma ponte que liga duas montanhas, mas é uma ponte natural, formada nas montanhas. Quando chegamos na frente das montanhas o guia falou que precisaríamos de umas 5 horas pra irmos ate lá, com um guia e não ao meio dia!! Ai tiramos algumas fotos e enquanto íamos pra próxima parada o nosso guia, o beduíno nos contou que aquela ponte não era a ponte que estava no nosso pacote e que aquela é bem difícil e você geralmente paga um guia específico pra subir aquela montanha e também disse que já estávamos chegando na outra ponte que essa sim iríamos poder subir.
Quando chegamos vimos aquela formação rochosa bem estranha, com uma ponte ligando dois morros. E realmente essa ponte era muito mais baixa e fácil de subir que a anterior! Tiramos algumas fotos e já subimos pra tirarmos fotos da vista lá de cima também. A subida foi fácil e logo a Ane, que não quis subir porque ainda estava se recuperando de gripe e andava meio sem fôlego, estava tirando varias fotos de todos lá em cima.

Outra parada foi pra ver onde era a casa de um personagem de um filme da década de 50, Lawrence of Arabia (preto e branco!) Obviamente que nunca vimos mas assim que chegarmos no Brasil, vamos fazer nossa lição de casa e ver do se trata exatamente.
A próxima parada foi meio sem graça tambem, paramos numa entrada de um canion, onde tinham alguns hieroglifos. Tiramos umas fotos, vimos os desenhos que poderiam muito bem ter sido feitos algumas semanas antes e não milhões de anos, passamos por mais uma lojinha e voltamos pro jeep.
De lá passeamos mais um tempinho pelo deserto a caminho do lugar onde iríamos parar pra almoçar e descansar um pouco! O lugar era ótimo, em um canion totalmente coberto pela sombra das montanhas. Montamos o pic-nic, cada um pegou seu kit e de barriga cheia, descansamos um pouco do calor do sol do deserto naquela sombrinha fresca.
Depois da siesta, passeamos de novo pelo deserto, a vista é incrível, areia pra todo lado e uma sensação de infinito. Não tinha uma foto que tirávamos que capturava exatamente tudo aquilo que estávamos vendo, precisaríamos de uma foto gigante pra pegar tudo aquilo que nossos olhos podiam ver pra talvez voce conseguir ter uma idéia do que é aquila vista.
Depois de mais vários minutos no jeep, chegamos no lugar onde iríamos passar a noite, o acampamento beduíno! O acampamento era muito bem preparado, uma barraca enorme com vários "quartos" alem da sala onde era servida a comida. Todos os cômodos eram no estilo beduíno, uns panos bem grossos pretos com detalhes em vermelho e branco, que mais pareciam uns tapetes!
Chegamos, deixamos nossas coisas nos quartos, e fomos tomar mais um cha beduíno na sala. Nessa hora nos despedimos da família alemã que foi embora porque já tinham passado a ultima noite lá. Ficamos só nós dois, o Jorge e o casal belga, Hanna e Adrian. Acabamos conversando bastante com o casal, que é muito legal,  enquanto o Jorge tocava violão lá fora.
Um tempo depois apareceu lá no acampamento um cara com dois camelos e como não podíamos perder a oportunidade, fomos dar uma volta para saber como é. Andamos pouco, só meia hora, ate porque o Jorge, que já tinha andado antes falou que andou uma hora e mal conseguia andar quando desceu, hehehe. Mas meia hora foi tranquilo, descemos o morro em frente ao acampamento e a Ane foi guiando os camelos sozinha enquanto o dono dos animais vinha pedindo aulas de inglês pro Renner atras. Foi uma experiência e tanto andar de camelo e ainda no meio do deserto foi melhor ainda. E lógico que tiramos varias fotos antes, depois e durante, rs. Quando voltamos, foi a vez do Adrian e da Hana, tiramos algumas fotos enquanto eles subiam nos camelos, igual eles fizeram com a gente, e voltamos pra sombra, fizemos um lanchinho e quando eles voltaram do passeio deles, decidimos subir no morro bem atras do acampamento pra ver o por do sol, que já estava quase na hora.
Lá de cima a vista era ainda melhor, víamos todo o vale onde ficava nosso acampamento e as montanhas todas ao redor. Esse deserto ao contrário daquele que vemos nos filmes, não é só areia, aparentemente cada deserto do mundo é meio diferente um do outro, cada um tem suas características. Esse deserto no sul da Jordânia tem muitas pedras avermelhadas e por isso a areia também tem essa coloração, mas ao invés de vermos dunas por todo lado, vemos montanhas rochosas, o que é bem diferente do que você imagina quando vai pra um deserto pela primeira vez.

O por do sol ficou ainda melhor com essa paisagem ao redor. Não tem muitas palavras pra explicar esse tipo de experiência, é uma daquelas coisas que você tem que estar lá pra ver e sentir.
Quando descemos, nosso guia beduino já estava preparando nossa janta, já fomos pra dentro da tenda e batemos um papo ate a hora da comida. Antes de o beduino levar a comida pra tenda, ela nos chamou lá fora e pra nossa surpresa, eles faziam a comida do mesmo jeito que os Maoris, o povo nativo da Nova Zelândia. Eles colocam todos os ingredientes na panela e colocam pra cozinhar dentro da areia!!
A comida estava boa, só não muito temperada como nós estamos acostumados a comer, mas pelo menos não tinha gosto de terra como a comida maori. Depois da janta já estávamos todos mortos de cansaço e já fomos preparar nossas camas pra dormir. O casal belga sugeriu de colocarmos as camas do lado de fora assim poderíamos ver as estrelas ate que o sono viesse e continuar conversando! E assim lá fomos todos pegar as camas de dentro dos quartos e colocar do lado de fora ao ar livre. Pegamos as cobertas, deitamos e ficamos batendo papo vendo as estrelas. O céu era tão escuro que as estrelas ficavam super brilhantes, e ate chegamos a ver estrelas cadentes, foi muito legal. O deserto se chama Wadi Rum, que quer dizer vale da lua, mas infelizmente nao a vimos porque era noite de lua nova, ou seja, sem lua. O silencio que se ouve, ou não se ouve, também ajuda a tornar tudo aquilo uma experiência inesquecível.

Acordamos com o sol já brilhando no céu e fomos tomar café, que não foi lá aquelas coisas mas valeu pra encher a barriga, já que teríamos um longo dia pela frente. Depois do café, colocamos as camas de volta no quarto e pegamos as coisas pra já irmos pro jeep, que de lá do acampamento já tomou o rumo da vila na beira do deserto. Estava acabando nossa experiência pelo deserto e fomos aproveitando pela ultima vez a vista que tínhamos do jeep pelo caminho de volta.
Ao chegarmos no escritório do guia, ele nos falou que tínhamos que pegar um ônibus pra Petra e de lá pegar outro pra Amman. Poucos minutos depois o mesmo motorista que nos levou pro deserto chegou lá, embarcamos no ônibus e seguimos de volta pra Petra. No meio do caminho, nossos amigos desceram pra pegar outro ônibus porque os três estavam indo pra outra cidade mais ao sul, a despedida acabou sendo bem rápida mas quem sabe um dia voltamos a nos ver. Ao chegar em Petra, o ônibus já foi direto pra um terminal de ônibus onde o ônibus pra Amman já estava praticamente saindo. Corremos e conseguimos dois dos últimos lugares lá no fundão. A viagem foi bem cansativa porque estávamos apertados com todas as malas conosco lá dentro, mas pelo menos tinha ar condicionado!
Ao chegarmos em Amman, já sabíamos mais ou menos para onde ir e foi bem mais fácil pegar um taxi pro centro da cidade pro mesmo hotel que ficamos antes. No hotel, fizemos umas pesquisas sobre Israel e a noite saímos pra comprar umas lembrancinhas.

No dia seguinte iríamos pra Jerusalém, mas acordados os dois com dor de barriga, e como não sabíamos como iria ser a viagem, decidimos perder um dia em Israel, mas viajar se sentindo um pouco melhor do que estávamos. Então ficamos a maior parte do dia no quarto do hotel, planejando a viagem pra Israel. Nessa manha recebemos a noticia de que nosso sobrinho Igor tinha nascido!! Alegrou nosso dia!!! Nao fizemos muita coisa por lá, como já tinhamos conhecido Amman antes ficamos descansando e fomos dormir meio cedo pra sairmos cedo no dia seguinte.


Renner & Ane Gimenes
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Jordania - Amman & Petra

Chegamos na Jordânia e já no aeroporto começamos a ver como o Oriente Médio é diferente do resto do mundo, tanto as pessoas e suas crenças quanto a geografia do lugar. Também voltamos a ter problemas com a língua, já que não muita gente parecia falar inglês, mesmo no aeroporto. O aeroporto parecia meio pequeno pro que eu estava esperando do pais mas assim que pegamos o ônibus e ele saiu do terminal vi que tinham umas obras imensas pra construção de um outro terminal muito maior e bem mais moderno.
Chegamos num terminal de ônibus já em Amman, e lá tinhamos que pegar um taxi ate o centro da cidade. No hotel fizemos checkin e fomos dar uma volta e almoçar. Estávamos empolgados para comer comida árabe, já que o pouco que conhecíamos da comida árabe no Brasil, nos dois gostávamos. Acabamos comendo o prato principal da comida deles, pão pita e hommus, uma pasta feita de grão de bico. Tava muito bom, e de lá seguimos, de barriga cheia, pro Teatro Romano, construído pelos romanos na época do império. Bem interessante, talvez porque esperavamos ver esse tipo de coisa em Roma e não aqui.
Depois fomos para o topo da montanha no centro da cidade para ver a Citadela. Tivemos um pouco de dificuldade pra encontrarmos o caminho ate lá, mas subimos umas ruas, seguimos as informacoes de uns locais, escalamos umas pedras e por fim chegamos, só pra depois percebemos que entramos pelo lugar errado, porque a entrada do lugar e a bilheteria ficavam do outro lado do morro. Bom, já estávamos lá dentro mesmo, ai fomos dar uma volta, ver a vista da cidade lá de cima e os restos dos templos que um dia existiram lá em cima. Diz a lenda, que o templo de Hercules ficava lá, e que os destroços que existem lá são desse templo, vai saber neh. 

Enquanto andávamos, um guia estava por lá oferecendo seus serviços para todos os turistas, e já veio falando em espanhol com a gente, ai pra despistar, falamos que nao falávamos espanhol e que éramos brasileiros. Ai ele apontou pra uma menina ali perto e falou que ela tbm era brasileira!! Ai já começamos a conversar com ela e depois de um tempão fomos continuar a ver a citadela. Vimos, tiramos fotos e achamos meio sem graça, mas valeu por termos conhecido uma brasileira, Flavia, de Manaus, que morava na Espanha. De lá, fomos ate um café conhecido na cidade, tao conhecido que ate o Rei da Jordânia vai lá de vez em quando. Depois de algumas horas lá papeando e comendo o tradicional pão pita com hommos de novo, voltamos pro hotel. Gostamos do que vimos de Amman e apesar de não ter muito o que fazer, visitamos os pontos turísticos, comemos comidas tradicionais e achamos o ambiente bem legal, e tudo em um dia só!

No segundo dia saímos cedo com um tour que pegamos que pararia em alguns lugares e nos deixaria na cidade de Petra. A primeira parada foi em Madaba, em uma igreja católica que tinha o chão coberto com um mosaico da terra santa. Hoje em dia, só uma parte sobrou mas se pode ver claramente a cidade de Jerusalém, mostrada dentro dos muros. Apesar de ser uma igreja católica, nos gostamos de visitar essa igreja por ser um lugar cristão, porque o que já tínhamos visto de templos de todas as outras religiões ate agora não é brincadeira. E ver algumas passagens bíblicas todas feitas em mosaicos foi bem interessante.
De lá fomos para o Monte Nebo, onde foi construída uma igreja no local da morte de Moisés. A igreja também tem uns mosaicos interessantes, mas só pudemos ver alguns e as fotos dos maiores que estavam dentro da igreja que estava em reforma. Atras de igreja tem uma vista muito legal, se pode ver o Mar Morto a cidade de Jericó a distancia e o vale onde é a fronteira entre Jordânia e Israel. Essa vista, na verdade, foi a parte mais interessante do monte Nebo.
Descemos do monte já em direção ao Mar Morto, nossa próxima parada. A vista era bem legal, tudo meio desértico, pena que a Ane não estava vendo nada e nem curtindo nada, passando mal em todo o caminho ate o pé do morro.
Lá em baixo, paramos numa praia que mais parecia um resort. Pagamos uma bolada pra entrarmos e nem paramos na piscina, nem nas espreguiçadeiras que tinhamos direito e fomos direto pro mar!! Toda a borda da água é cheia do sal, o chão é meio que feito de pedras de sal na parte rasa da água. Quando você entra na água, já consegue sentir na pele que tem algo diferente com a água. Da pra ver o óleo da sua pele na água em volta do seu corpo. E quando vc tenta afundar o corpo todo na água, simplesmente não da!! Você começa a boiar !!! É realmente impressionante, da ate pra ler um livro boiando na água.
Depois ainda paramos sobre outro vale com uma vista bem legal da cidadelá embaixo. Depois a ultima parada foi num castelo da época das cruzadas, que apesar de não estar tao preservado como outros daquela região, foi bem legal de ver os tuneis, toda a estrutura das partes de dentro e lógico que a vista do lado de fora com aquelas torres enormes muro acima.
Mais pro fim da tarde, chegamos na cidade de Wadi Musa (Vale de Moisés), mais conhecida como Petra. Andamos ate uma guesthouse que tinha uma área externa bem legal, com uma tenda grande em estilo beduíno, o povo do deserto. O ambiente era bem legal, cheio de mochileiros e quando serviram a janta então, ficou melhor ainda!! Um buffet com varias comidas típicas árabes. Ótima comida, ótima vista do vale onde fica Petra e uma área bem legal pra se conhecer varias pessoas. Foi uma dos melhores lugares que ficamos em um bom tempo de viagem.


No dia seguinte, ficamos sabendo que tinha um brasileiro ficando lá tbm e acabamos conhecendo o Jorge ainda de manha, ai fomos almoçar juntos num restaurante no centro. Voltamos pro hotel, demos mais uma papeada, uma descansada a tarde, usamos a internet um pouco e combinamos de irmos os três pra Petra no dia seguinte cedo. A janta foi muito boa de novo e fomos dormir meio tarde pra quem ia levantar antes das 6 da cama.

Acordamos cedo para irmos para Petra. Pegamos a van da guesthouse que nos deixou na entrada. Fomos descendo pelo caminho e a medida que descíamos víamos canions cada vez maiores. E todo o caminho era no meio das montanhas de pedras ate que chegamos no palácio mais conhecido. Foi lá que foi filmado o Indiana Jones e a última cruzada.


É realmente impressionante o fato que a tantas centenas de anos atras aquilo foi feito simplesmente entalhado nas pedras e ainda esta lá do mesmo jeito ate hoje. Muitas das cavernas já estão sem os detalhes que um dia foi entalhado do lado de fora mas as cavernas continuam lá. Depois continuamos pelo caminho ate um outro palácio no topo de um monte e que era dos principais e o mais longe da entrada. Andamos um tempão vendo varias ruínas romanas e outras cavernas usadas pelos moradores da antiga cidade de Petra. Ao chegarmos lá em cima vimos outro palácio quase tão impressionante quanto o anterior, aliás os dois são bem parecidos. O caminho pra descer foi bem mais fácil e rápido e começamos a voltar pelo meio dos canions ate uma escadaria que levava ate o topo de outro morro. Vários minutos depois estávamos lá em cima praticamente mortos de cansaço. Vimos um altar de sacrifícios lá no topo, que era como uma piscininha rasa e uma mesinha na frente. De lá tambem tinha a vista de praticamente todo o lugar. Muito legal ! Víamos quase todos os caminhos que andamos pelo meio dos canions, as ruínas romanas na parte aberta e o começo do caminho para a primeira montanha que subimos.

Descansamos um pouco com aquela vista impressionante aos nossos pés e partimos para a descida e volta pra guesthouse. Quando chegamos no chão todo o caminho estava cheio de tours, guias e burrinhos, o que deixava praticamente impossível a tarefa de tirar uma foto de voce sozinho na frente dos palácios. Ainda bem que como chegamos bem cedo nao tivemos esse problema.
Na saída rachamos um taxi e voltamos para a guesthouse só para tirar um cochilo a tarde já que estávamos podres de andar tanto debaixo do sol forte que fazia lá. Mais tarde ao por do sol, jantamos e combinamos o tour que faríamos no dia seguinte.

Iríamos passar a noite no deserto!!!


Renner & Ane Gimenes
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segunda-feira, 18 de julho de 2011

India - Agra & Delhi

Apesar da vista, o tempo tbm não estava com uma cara boa. Saímos do trem e a estação era como todas as outras do país, suja, cheia, sem placas e sem local ou pessoas para pedir informação. Achamos a saída e assim que pisamos fora da estação, começou a chover. Entramos no primeiro tuk-tuk que vimos e fomos pra as guesthouses que tínhamos pesquisamos. Fomos em duas e as duas eram ruins e/ou estavam sem força. Pra chegarmos nas duas primeiras guesthouses nós tivemos que quase brigar com o motorista que estava fazendo de tudo pra nos levar para onde ele ganharia comissão. Como não gostamos das guesthouses que tinhamos visto, fomos na que ele sujeriu e adivinha ... não passamos da recepção. Tbm não tinha força e nem tinha gerador. A cidade de Agra tem um blackout diário durante a maior parte do dia. Se vc quer luz de dia tem que ter gerador!
Ai decidimos ir numa regiao mais cara, mas mais próxima do Taj Mahal mas que não permite nenhum veiculo motorizado, e ai o motorista ficou doido e inventou mil historias para nos fazer mudar de idéia. Bom, ele foi ate onde podia e nos deixou relutantemente, mas fomos em frente em baixo de chuva e andamos mais alguns minutos ate o próximo hotel. As ruas nessa area eram bem menos sujas que da outra parte da cidade que vimos, com mais arvores e hoteis chiques. Chegamos no hotel e finalmente poderíamos ficar num lugar decente. Há, pegadinha!!! O hotel tava cheio e teríamos que esperar pelo menos duas horas pra saber se eles iam ter quartos disponíveis. Então saímos e fomos pra um outro do mesmo dono mais alguns minutos andando. Pelo menos a chuva tinha parado já. Chegamos no hotel que ate era legalzinho, mas mais caro do que esperávamos.
Na melhor parte do dia, ao nos planejar pra ver o que fariamos durante o dia, descobrimos que o Taj Mahal não abria de sexta feira. Escolhemos o dia certo pra chegar na cidade, quando o único ponto turístico de lá esta fechado!!!
Só nos restou uma coisa a fazer, tomamos um banho e dormimos a tarde toda, já que nao tinhamos dormido muito no trem!! Acordamos quase a noite, saímos pra jantar no outro hotel que tinhamos ido antes e voltamos pra dormir cedo pra acordarmos cedo pra finalmente irmos no Taj Mahal.

Acordamos cedo e as 6:30 já estávamos na porta do Taj. A entrada foi uma bica, turista paga dez vezes mais caro do que indiano. Obviamente que estava cheio, mesmo sendo bem cedo. Uma bagunça básica, desorganização na hora de entrar, passar em raio-x e tal. Bom, entramos e começamos a tentar tirar fotos não grupais, rs
O Taj Mahal é muito bonito, todo de mármore branco e é bem grande! E ele tambem é todo trabalhado e decorado com pedras preciosas, principalmente por dentro porque do lado de fora a metade já foi arrancada por visitantes . De cada lado dele tem uma mesquita e ao redor do Taj tem 4 pilares, que são inclinados, tipo a Torre de Pizza, pra que as torres caiam longe dele, se tiver um terremoto. Dentro do Taj esta a sepultura de Mumtaz Mahal, a musa inspiradora dessa bela construção, que na verdade nada mais é que um mausoléu! A beleza do local se completa com os jardins verdinhos e "piscinas" em frente ao monumento. E é lá que vemos cenas bizarras de turistas tirando fotos segurando o Taj pela ponta da cúpula, ou foto pulando, ou simplesmente posam em frente a ele com cara séria, como fazem muitos chineses, árabes e indianos. O que eu acho muito engraçado pq nós brasileiros costumamos sorrir nas fotos... 
Então tiramos algumas fotos, enquanto recusávamos os guias que insistentemente ofereciam serviços por ali. A maioria foi foto grupal mesmo pois tinha muito turista e eles nao esperam vc terminar de tirar sua foto e entram na frente.
Então vcs nos perguntam 'o q vcs acharam do Taj Mahal?' Bom, realmente é muito bonito, é menor do que eu imaginava e parece que sua beleza é acentuada pela feiura de tudo  mais que vimos no resto do país. Vale a pena ir pra India só pra vê-lo? Humm, acho que nao!! Mas aí vai de cada um.




Voltamos pro hotel cedo ainda, fizemos checkout e fomos pra estação de trem para tentarmos pegar um trem no mesmo dia pra Delhi. Na estação o caos reinava, ficamos mais de meia hora andando de um lado pro outro perguntando onde poderíamos comprar algum trem pra Delhi e no fim descobrimos que tínhamos ficado presos na cidade pq nao tinha vagas no trem pelos proximos 3 dias. Ate tinham outros turistas na estação e quando fomos falar com eles vimos que todos estavam na mesma situação. Pegamos o guia e começamos a tentar descobrir o que fazer.
Achamos um terminal de ônibus a alguns quarteirões da estação de trem e lá fomos nós de mochilas nas costas. Antes mesmo de chegar no terminal já vimos os ônibus que estavam saindo do terminal cheios de gente, bichos, caixas, sacolas. Tudo isso dentro e em cima do ônibus. Já entramos no terminal sabendo que iríamos sair de lá com as mãos abanando, mas fomos lá. Depois de todos os ônibus caindo aos pedaços, vimos lá no fundo um ônibus com ar condicionado (da pra saber quando tem vidro em todas as janelas), inteiro e ate meio novo. Já corremos pq tbm vimos alguns turistas por perto, mas quando perguntamos pro motorista ele disse que tinhamos que comprar passagem no guiche. Corremos ate os guiches e nao tinha ninguém pra vender passagem praquele ônibus, só pros ônibus comuns. Voltamos e pedimos pro motorista pra ele nos vendem uma passagem, mas ele continuava dizendo que não. Ficamos do lado de lado desconsolados vendo os outros turistas que já tinham passagem entrarem no ônibus.  Ai depois que todos já estavam no ônibus vimos um coreano conversando com o motorista, que apontou pra nos durante a conversa. Opa, já pensamos que poderia ser alguma coisa boa, e o motorista chamou um outro cara que nos chamou e chamou o coreano tbm, pediu nossas malas e nos mandou pra dentro do ônibus na ultima fila!! Finalmente íamos naquele dia mesmo de volta pra Delhi. Dentro do ônibus, pagamos e pegamos a passagem pra poder respirar fundo.
Algumas varias horas depois chegamos em Delhi. Obviamente que o ponto final do ônibus era em terminal no meio do nada, e teríamos que pegar um tuk-tuk pra um metro ou qualquer outro canto da cidade. Ai dividimos com o coreano ate o metro mais próximo. O motorista do tuk-tuk nem sabia chegar em nenhuma estação de metro, ai ficamos passeando pela cidade por alguns minutos e depois de pegar informação com alguns taxistas ele nos deixou em uma estação, e quis nos cobrar mais do que combinamos. Ai rolou uma discussãozinha e tal, mas pagamos o que tínhamos combinado e fomos embora.
Como já estávamos bem cansados de tudo aquilo que a India estava nos proporcionando, decidimos ficar num hotelzinho melhor dessa vez. Mais tarde fomos jantar com o coreano e voltamos pro hotel.

Acordamos tarde mas saímos direto pra tentarmos ver o Forte Vermelho de novo. Só tinhamos esquecido que era domingo e estava uma fila simplesmente imensa na porta. Parecia que metade da cidade estava lá pra ver o forte no mesmo dia, e a fila não parecia estar andando não!! Ai pela segunda vez fomos ate o forte e perdemos viagem, mas dessa vez como ainda era cedo, fomos pro local da cremação de Gandhi.
É um parque bem grande, que tem uma parte cercada que voce tem que tirar os sapatos pra entrar, como em quase todo lugar importante e turístico do pais!! Entrando lá voce vê uma pedra com o nome dele e tbm uma tocha em sua homenagem, que fica sempre acessa. Bem simples e se não fosse por ser por alguém tão importante seria bem sem graça.
Logo ali perto tinha um museu dedicado ao Gandhi tbm, com muitas fotos de varias épocas de sua vida. Tbm contam sua história através dessas fotos e de objetos usados por ele ao decorrer da vida. Sua história é bem interessante e vale a pena saber mais a respeito do que ele fez pelo seu pais e por seus compatriotas, tanto na India quanto na Africa do Sul, onde ele trabalhava como advogado quando era jovem.




No dia seguinte finalmente conseguimos ir no escritório da Qantas para mudar a data do nosso voo para o mais cedo possível. O voo pra Jordânia era só de manha cedao e já tinhamos perdido o daquele dia, terça feira não tem voo, então tivemos que mudar para quinta feira. Conclusão, teríamos que esperar mais três dias inteiros ja cansados da India e sem ter mais nada pra ver em Delhi.
Como estávamos perto, paramos em Connaught Place, uma praça conhecida em Delhi, pra darmos uma volta e almoçarmos. Depois voltamos pro hotel e ficamos escrevendo pra tenta por o blog em dia. Num café perto do hotel onde fomos aproveitar o ar condicionado pra tomar alguma coisa, a Ane fez henna na mão, um desenho indiano tradicional que as mulheres indianas costumam fazer em festas e casamentos.



O dia seguinte nao foi lá muito produtivo, acordamos tarde, fomos na internet pra pesquisar sobre a Jordânia e demos umas caminhadas pelo bairro, pra vermos um pouco mais da vida cotidiana dos indianos. 
No outro dia, saímos do hotel e ficamos praticamente a tarde toda no mesmo café escrevendo no blog e espera do dar o horário pra irmos pro aeroporto. Alias nao tinhamos muito horário, só tinhamos que ir antes de fechar a linha de metro do aeroporto pq nosso voo só ia sair no dia seguinte de manhãzinha. Ai pasamos a noite no aeroporto, esperando dar 6 da manha pra finalmente voarmos pra longe da India.


Renner & Ane Gimenes
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sexta-feira, 8 de julho de 2011

India - Varanasi

Saímos da estação de trem e pegamos um tuk-tuk pra guethouse. O maldito motorista nos levou pra guesthouse errada, de proposito, claro, pq ele ganha comissão se ficarmos no comparsa dele. Mas como estavamos mto cansados, e o quarto tava razoavel, resolvemos ficar. Deixamos as malas no quarto e seguimos pra ver o famoso Rio Ganges. Por causa da época, logo antes das chuvas, o rio estava bem seco e podíamos ver um grande banco de areia na outra margem. O rio parecia bem sujo, mas ate então, nada demais pra quem já conhece o Tietê.
Descasamos um pouco no fim da manha, já que não tínhamos dormido direito no trem e fazia uns 40 graus lá fora. Quando acordamos pegamos um mapa da cidade com o dono da pousada e fomos ver e tirar fotos dos outros ghats, as escadarias que descem ate o rio.
Pegamos o rickshaw, o meio de transporte mais barato da india. É basicamente um bicicleta que puxa uma carroça pra duas pessoas. No meio do caminho, já estávamos com tanta pena do tiozinho que estávamos pensando em pagar a corrida toda mas descer no meio, só pra poupar as pernas do tio, mas ai chegou na descida e ele foi só descansando ate a avenida onde descemos. Por mais que seja um transporte comum, nós nos sentimos mal em ver uma pessoa fazer tanto esforço só pra nos levar de um lugar para o outro, por tao pouco dinheiro. Parecia mais um escravo!
Paramos pra almoçar num restaurante no centro da cidade que parecia meio caro mas limpinho, e depois seguimos para o rio. Os ghats principais eram bem grandes, e tinham muitos barcos parados, os outros menores tinham varias pessoas nadando, lavando roupas ou ate dando aulas de natação pra as crianças. O povo lavando roupa é engraçado porque eles colocam a roupa em cima de uma pedra ou madeira lisa e literalmente começam a descer a paulada na roupa. Eles usam um bastão de madeira e simplesmente batem na roupa ate ela decidir ficar limpa ?!?! E muitas lavadeiras remuneradas lavam as roupas dos seus clientes ali, no Ganges!
No caminho de volta para a guesthouse vimos um ghat de cremação, não o principal onde a cremação é praticamente 24/7, mas um menor onde haviam 3 corpos sendo cremado. Enquanto um corpo já estava no fogo, outro estava sendo coberto por galhos secos e o outro ainda estava tendo o rosto limpo pela família com agua do rio sagrado e recebendo uma oração. Depois de cremação, eles retiram das cinzas as jóias que estavam no corpo e jogam as cinzas no rio.
Obviamente que pra muitos indianos esse é um processo bem caro porque nao é qualquer pessoa que vai lá e queima um corpo, existem pessoas que você tem que pagar por esse serviço. Porém as pessoas que não tem dinheiro, pra garantir que o familiar morto vá para o rio sagrado, acabam jogando o corpo inteiro no rio. E isso não só com pessoas, animais também. Foi bem interessante ver tudo isso acontecendo por lá e ver como uma outra cultura lida com a morte de um jeito bem diferente do que estamos acostumados no Brasil. Enquanto víamos a cerimonia a Ane puxou papo com o indiano do lado dela que mais tarde nos contou que trabalhava ali na cremação. Ela disse, "que triste isso ne?" ele respondeu: "triste? Pq?" ela disse: "pq uma família perdeu um ente querido" Ele falou: "nao, esse é um dia mto feliz pra eles pq esse parente vai para de reencarnar e alcançara Nirvana". Foi um papo curto mas muito interessante!!
Enquanto voltávamos pra guesthouse passando por vários ghats, percebíamos que entre os degraus, onde tem uma área que se pode caminhar, e que liga um ghat ao outro, as pessoas costumavam usar como banheiro, então vimos (e sentimos o cheiro) muitos cocôs espalhados pelo chão, e algumas vezes ate as pessoas fazendo os respectivos cocôs, então depois de andarmos por algumas horas e vermos tudo isso, estávamos praticamente decidimos que já tínhamos visto suficiente da cidade.

Então só uma retrospectiva, nós vimos no rio: cinzas de pessoas; animais inteiros, só enrolados em panos; pessoas usando o rio como banheiro(numero 2 mesmo!); animais vivos, tem muitos búfalos na região; pessoas lavando roupa; crianças tendo aula de natação; crianças brincando; pessoas tomando banho e acredite se quiser, gente abrindo massa de pão no chão dos degrais!! Bom, tire suas próprias conclusões !!

A noite depois da janta, enquanto voltávamos pra "casa", acabou a luz da rua, coisa bem comum na cidade, e tivemos que ir andando no escuro, com gente nos encarando, carros, motos e vacas passando por todo lado, chutando o lixo e com medo de pisar em cocô! Ficamos com medo pq se alguém quisesse nos fazer mal ou roubar, ninguém ia ver direito nem impedir! Graças a Deus, nao aconteceu nada e a luz voltou quando chegamos na porta do hotel!
No dia seguinte cedo saímos para um tour pela cidade de tuk-tuk. Visitamos a universidade de Varanasi, que é bem grande e cheia de jardins e árvores para todos os lados. E que também estava vazia porque era época de férias. Vimos o templo dos macacos, um templo que nao conseguimos ver do lado de dentro pq estava lotado de gente, mas que tinha muitos macacos, todos soltos do lado de fora, onde tambem vimos muito lixo, e consequentemente era o que os macacos comiam e usavam pra brincar. Vimos um outro templo que tinha um mapa bem grande do país no chão, como se fosse uma maquete, mas não vimos muito bem porque não nos deixaram entrar com os sapatos nas mão e deixar os nossos únicos tênis lá do lado de fora no degrau pra alguém levar nao era nossa intenção.
Depois dos templos fomos ver o processo de fabricação de tecidos, pra chales, saris e lençóis. Foi bem interessante e vimos desde como eles definem o desenho do bordado ate o tecido sendo feito na máquina de tecer. Tudo feito manualmente. E é claro que depois fomos levados pra uma loja onde eles nos mostraram todos os produtos que eles faziam ali. Acabamos comprando algumas coisas e fomos embora.
Chegamos na guesthouse por volta da hora do almoço, pegamos as malas e fomos almoçar. Decidimos ir cedo pra estação pra tentar não perder nosso lugar no trem. Acabamos tendo que ficar esperando por mais de uma hora sentados em cima das malas num chão imundo. Bom, toda a estação era tão imunda que ate tivemos que tirar o lixo pra poder por as malas no chão pra sentarmos.
Éramos os únicos estrangeiros na estação, então todos olhavam muito pra nós, ate que chegaram uns argentinos mas que logo foram para o fim da plataforma depois de conversarmos um pouco, então continuamos sendo o centro das atenções por ali.
Quando o trem finalmente chegou, fomos os primeiros a entrar no vagão. Já sentamos cada um em um banco e tbm colocamos as malas em cima pra garantir que só nós iríamos ficar nos bancos, que virariam as camas mais tarde. Quando uma menina indiana tentou sentar no mesmo banco que a Ane, ela nao deixou e falou que aquela cama era a dela, bem brava, rs. Depois ate ficou com pena, mas foi melhor assim, pq o trem estava bem vazio e acabamos indo quase que sozinhos nos bancos ate a noite na hora de montar as camas. Ai aos poucos o trem foi enchendo mas nos já tinhamos deitado e garantido nossa cama. O que nao quer dizer que teríamos uma boa noite de sono, pq o trem era barulhento, sujo e quente como o anterior. No fim, o trem encheu e ate no chão entre nossas duas camas tinha gente dormindo.

E depois de mais uma noite horrível num trem horrível, tivemos uma ótima surpresa ao amanhecer. No meio das nuvens cinza no horizonte começamos a ver la longe uma coisa branca, muito bonita. Esfregamos os olhos pra ver se nao estávamos sonhando... Era ele mesmo: Taj Mahal!!!!
Eba, a parte bonita da viagem na India estava começando! Será???

PS: Post sem fotos porque na India a eletricidade nao é estável e confiável então ficamos sem bateria no IPod enquanto estávamos em Varanasi.


Renner & Ane Gimenes
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sábado, 25 de junho de 2011

India - Delhi

O avião chegou pouco depois das 2 da manha na India. Ate passarmos pela imigração, que levou um pouco de tempo, pegarmos as malas e sairmos era umas 3 da manha. E tinhamos que pegar o metro ate o centro de Delhi, que só começava a rodar de manha, as 6. Então resolvemos sentar e esperar no aeroporto, pegamos umas cadeiras de um cafe, encostamos na parede e tentamos dar uns cochilos ate de manha. Tinha tv ligada, passando notícias de uma rebelião que tinha acontecido durante a noite em Delhi. Que conveniente neh ?!?
Pegamos o metro quando amanheceu e fomos pro bairro Pahar Ganj, o centro dos mochileiros em Delhi. Saímos do metro, entramos na estação de trem, que era bem grande, e enquanto atravessávamos ate o outro lado, já tivemos uma idéia de como seria do lado de fora: Extremamente cheio de gente, sujo, fedido e muito quente!!! Ao sair da estação já chegamos na rua que procurávamos e foi exatamente aquilo que encontramos. Nós, por sermos brasileiros já estamos acostumados e ver lugares pobres, feios, sujos e muito lixo no chão, porém tivemos um choque ao ver as ruas daquela região. Pra se ter uma idéia, não tivemos coragem pra andar de chinelos na rua, com medo de machucar o pé ou pegar uma doença no lixo que cobre as ruas do lugar. Também vimos pelas ruas as vacas "sagradas" da India. Elas vagam pelas ruas e ninguém as incomoda, alguns ate deixam água pra elas beberem na porta de suas lojas. No Brasil temos muitos cachorros de rua que comem os lixos por ai, lá o que vimos foram as vacas "sagradas" comendo lixo que o povo joga nas ruas. Imagina se elas não fossem sagradas !!!
Bom, depois do choque inicial, chegamos ao Hare Krishna Hotel. Pegamos um quarto e já fomos logo capotando porque não tínhamos dormido nada durante a noite. E dormimos ate por volta da 13:00.
Depois do almoço fomos andando ate o Connaught Place, uma área da cidade que cresceu durante o domínio britânico na India. A praça no centro tem vários chafarizes e os prédios ao redor da praça redonda tem arquitetura britânica com vários arcos, bem diferente do resto da cidade. E apesar de ter revista e raio-x na entrada do parque e nao poder tirar fotos, ate que é um parque interessante de se visitar. Pelo menos é limpo e tranquilo. Depois da caminhada de volta num calor de 40 graus com o ar super seco, chegamos prontos pra tomar um banho, jantar e dormir !!

Depois de café, fomos pra estação de trem comprar a passagens. Compramos as passagens pra única categoria disponível. Povão, sem ar-condicionado. Já viu neh ?!?
Pelo menos foi fácil pra comprar porque o centro de informações ao turista é bem mais eficiente e rápido do que qualquer outro balcão de informação que encontramos no pais. E tem ar-condicionado !!!
Depois fomos para o Forte Vermelho, um dos pontos turísticos da capital indiana. Ficamos surpresos que o preço do rickshaw (tuk-tuk) foi fácil de ser combinado e quando chegamos no portão do forte entendemos o porque! Era segunda feira e o forte estava fechado!! Como já tínhamos perdido a viagem, decidimos andar um pouco pra conhecer a região ate chegarmos na estação de metro pra voltarmos pro Hare Krishna.
Na caminhada, vimos templos, casas, comércios, muita gente local e uma fração do que realmente é a vida em Delhi. Foi muito interessante!! De volta no hotel, arrumamos as malas da viagem do dia seguinte.

Saímos cedo do hotel, e fomos ver o India Gate (Portal da India). Estava bem quente e estávamos com as malas nas costas, mas mesmo assim conseguimos aproveitar um pouco e tirar umas fotos. Ate tiramos foto de uma família indiana a pedido de uma menininha, que ficou muito feliz em ver a foto na tela da máquina.

Almoçamos ali perto no Connaught Place e ficamos enrolando ate a hora do trem e durante esse tempo, conversamos com 4 pessoas sobre nossa viagem no pais. Ouvimos umas dicas e decidimos ir mais cedo pra estação de trem pra comprarmos as passagens pros outros trens que pegaríamos para outras cidades depois. E foi isso que fizemos e depois de comprar as passagens, fomos tentar descobrir onde era nossa plataforma pra pegar o trem. Parece uma tarefa fácil, mas que levou quase uma hora, o que fez com que chegássemos no trem 5 minutos antes da partida, que fez uma grande diferença.
Entramos no vagão, achamos nossa "cabine", que tinha lugar pra 6 pessoas, uma triliche de cada lado. Como ainda estava de dia, as duas camas de baixo nao estavam armadas, da do lugar para um banco. Que seriam pra duas pessoas, já que a cama de cima já estava pronta. Depois de mais de dois meses viajando no sudeste asiático, quase sempre de trem, já sabíamos como isso funcionava. Mas não sabíamos como as coisas funcionavam na India!!
Entramos e vimos 4 pessoas num banco de um lado e 3 pessoas do outro, e que contando com a gente seriam 9 pessoas num espaço para 6 !!!! Depois de 10 minutos tentando explicar pro povo que aquele era nosso lugar, decidimos simplesmente ir para as camas de cima, que estavam cheias de malas. Jogamos tudo no chão e ficamos por lá o resto da viagem, 12 horas ate a manha seguinte!!
Já tinhamos pego trens ruins antes mas nada se comparava aquele trem de Delhi. Era muito quente, alguns dos ventiladores estavam quebrados, tudo era sujo tanto que nem tivemos coragem de ir no banheiro, as camas eram tábuas forradas com colchonetes e os poucos turistas que tambem estavam lá, nao estavam perto da gente, que pareciam ser as únicas pessoas por lá que falavam inglês. O trem era lento, o barulho era bem alto e os ambulantes nao paravam de passar gritando "Chai, Chai, Chai"!!!
Da janela do trem quando vimos escrito "Varanasi" na estação não sabíamos se ficávamos tristes ou felizes por chegar lá...


Renner & Ane Gimenes
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

China e Macau

Pegamos o trem com destino a Nan Ning, na China, na nossa ultima noite no Vietnam. O trem nao era nada mal, eram cabines pra 4 pessoas, e dessa vez quisemos ter um pouco de conforto e pagamos um pouquinho mais caro pra ficar nas camas de baixo. A viagem foi tranqüila, sem contar as duas vezes que tivemos que descer do trem no meio da noite. A primeira vez, por volta das 2 AM pra carimbar a saída do Vietnam, e uma hora depois, quando estavamos quase pegando no sono, tivemos q descer com toda a bagagem pra passar por um raio-x, que por sinal, tava desligado! Tudo bem, pelo menos voltamos logo pro trem e consegimos dormir ate chegar em Nan Ning, algumas horas depois.
Assim que chegamos fomos procurar um banco pra trocar dinheiro, e nos lembramos como era difícil achar quem falasse inglês na China! Depois de andar um tempo conseguimos trocar o dinheiro no Banco da China, e ai voltamos pra estação pra tentar descobrir onde comprar a passagem pra Guangzhou, de onde pegaríamos um ônibus pra Macau. Fomos umas 3 vezes no balcão de informações, que era a unica coisa escrita em inglês, perguntar sobre o trem. O atendente nao falava ingles e nos nao falamos chines, então imagina como foi fácil pra termos uma informação correta!! Ate tradutor do aplicativo de celular ele usou. Acabamos voltando varias vezes pra reconfirmar o que ele tinha falado antes e perguntar mais coisa que faltou perguntar. Que saudade do "i Site" da NZ (centro de informações turísticas) tao fácil e eficiente!! Enfim consegimos descobrir que a fila pra comprar a passagem era mesmo aquela quilométrica do lado de fora. Depois de mais de uma hora na fila só conseguimos comprar lugares ruins, as camas superiores da treliche. Pelo menos tinha vaga nos vagões com camas, melhor que ir 12 hrs sentados!
Almoçamos uma sopinha de macarrão estranha e fomos pra sala de espera aguardar o trem que saia as 7 da noite. Enquanto isso ficamos achando graça de como eles olhavam pra gente como se fossemos ETs, porque como a cidade nao é nada turística eles raramente vêem estrangeiros. E nós reparávamos na falta de educação deles, cuspindo no chão, jogando lixo e gritando com os outros!
Finalmente chegou a hora de entrar no trem , que nao era tao bom quanto o anterior mas nao era tao ruim assim. Pelo menos tinha umas cadeirinhas com mesa onde ficamos um bom tempo sentados conversando, já que nas nossas camas nao dava pra ficar sentados pq era muito perto do teto. Então dormimos ate que bem pra segunda noite de trem e de manha chegamos em Guangzhou. E começamos tudo de novo. Procuramos onde pegava ônibus pra Macau. Tambem nao tinha muita gente que falava inglês, mas conseguimos achar um balcão de informações que tinha uma mulher que falava. Ela nos instruiu a pegar metro que era ali mesmo e depois um ônibus que saia da frente de um hotel. Pra nossa alegria nao só o metro de Beijing mas do resto da China tambem funciona muito bem e é bem fácil de usar, então em alguns minutos estávamos na frente do tal hotel entrando no ônibus pra Macau. Ficamos vendo a cidade pela janela do ônibus e achamos engraçado como essa cidade era grande e moderna, com vários shoppings e hotéis de luxo dignos de uma capital, ate que era bonita. Enquanto Beijing, que tambem tem isso aparenta tao mais velha e mal cuidada. Acho que é o preço de ser uma terra milenar.
A viagem ate a fronteira com Macau levou 3 horas num ônibus super confortável, com vários chineses cheios da grana indo gasta-lá nos cassinos. Só tinha nos dois de estrangeiros, mochileiros, pobres e sem banho a dois dias!!!!
Quando o ônibus chegou no destino ficamos meio perdidos pq parecia uma rodoviária subterranea, e tava tudo em Chines. Achamos um caminho que nos levou pra dentro de um shopping e aproveitamos pra tomar um café-almoço por lá. Então fomos pra imigração, no andar de cima, recebemos o carimbo de saída da China e já começamos a ver varias coisas escritas em Português. Foi estranho preencher um formulário de entrada no pais q tinha o texto em chines, português e inglês. Assim que saímos da área da imigração já vimos uma placa bem grande dizendo "Benvindo a Macau" e dai em diante todas as placas eram escritas em Português e Chines, devido a colonização portuguesa da região. Já dava pra notar a diferenca da China continental e de Hong Kong, que como Macau é regiao especial chinesa. Alguns prédios eram estilo europeu e algumas pracinhas e monumentos lembravam muito Lisboa! Estava tudo muito bonito, mas tinhamos que achar acomodação e barata, o que é mais difícil por lá. Hotel 5 estrelas é que nao faltava, com seus cassinos gigantescos cheios de neon! Depois de muito camelar achamos um quarto num apartamento que improvisou uma guesthouse, que tava caro pelo custo-beneficio, mas foi o mais barato e feio que pudemos encontrar! E depois de 2 dias sem banho, dormindo em trem, aquele banheirinho mofado e travesseiro duro estavam ótimos!!
Depois de limpos e trocados fomos conhecer o centro. Parecia que estávamos em Lisboa, a praça central com a fonte era completamente portuguesa e os prédios em volta da praça todos estilo português. Mas ao mesmo tempo tinha placas escritas em chinês e algumas coisas que nos lembravam que ainda estávamos na China, por exemplo as lanternas chinesas e o povo chinês (fazendo chinezices)!!
Fomos ver o marco da cidade que são as Ruínas de São Paulo, onde antes existia uma igreja que foi destruída por um incêndio, e só o que sobrou foi a frente. Bem bonita por sinal! Tiramos umas fotos e fomos procurar onde comer. Olhamos o cardápio dos poucos restaurantes que tinha por perto e era tudo caro, só nos restou uma opção: Mc Donalds... Detalhe: lá no Mc comemos milho no potinho com manteiga, como os de ambulantes no Brasil, só que bem menos gostoso!
No dia seguinte fomos na padaria tomar café da manha, ou deveria dizer "pequeno almoço" como em Portugal?!!! Depois de mais de 2 anos sem ir numa padaria, fizemos a festa! Passamos o dia conhecendo os pontos turísticos da cidade, como a Praça da Sé, outras igrejas católicas, um forte com seus canhões e voltamos nas Ruínas de São Paulo pra fotos de dia. Lá tambem vimos um mausoléu com os ossos de religiosos que haviam sido enterrados no cemitério junto a igreja, que nao existia mais. E vimos tbm um pequeno museu de arte sacra, que nos surpreendeu com quadros muito interessantes!
Acho que o melhor momento do dia foi o almoço! Encontramos por acaso um restaurantinho brasileiro numa viela. Entramos e já conhecemos os outros brasileiros que estavam lá. A comida estava excelente! Arroz, feijão, file de frango, file de peixe pra Ane, e salada. Tudo com tempero bem brasileiro! Depois conhecemos a cozinheira, Maria, que achou nossa viagem um horror, coisa de doido e ate ganhamos um abraço na hora de ir embora! Nos sentimos em casa, depois de quase 3 anos longe!!
Continuamos passeando, e durante o dia todo ficamos tentando ouvir algum morador local falar português, ate perguntamos nas lojas pra alguns se eles falavam português, mas nenhum falava. A cozinheira Maria nos contou que os Macaleses ainda sabem falar português, mas nao gostam pq são muito orgulhosos do idioma deles. Tudo bem, tbm imagina o sotaque que eles teriam!! Portuga com chines, kkkk!!
A noite o restaurante brasileiro estava fechado, então fomos comer uma comida local. Chegamos no restaurante e tentamos achar um prato decente pra comer mas foi difícil. Ai nos lembramos que Macau parece Portugal, mas ainda é China, e a comida é estranha como a de lá.
No dia seguinte de manha, seguimos para o porto pra pegar a balsa para Hong Kong. Chegamos 1 hora antes do horário do nosso barco, e mesmo assim nos deixaram entrar no barco que já estava pra sair. Ótimo, economizamos meia hora esperando a próxima balsa.
A viagem foi bem tranqüila, por volta de uma hora. A Ane dormiu a maior parte porque estava começando a passar mal. Eu fui só ouvindo música e vendo as ilhas que passavam pela janela.
Chegando em Hong Kong, reparamos como é muito mais fácil chegar num pais onde já conhecemos as coisas, já sabemos como funcionam. Fomos almoçar perto do porto de Hong Kong, num shopping que já conhecíamos e depois do almoço seguimos para o aeroporto para esperar nosso vôo.
Depois de dois bons dia de vistas bonitas e comidas gostosas, outras nem tanto, só nos restava nos preparar pro próximo desafio: India!!!

Ultimas palavras sobre Macau: lugar muito interessante, bonito, limpo e CARO! Mas valeu a pena!


Renner & Ane Gimenes
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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vietnam

Chegamos no Vietnam em Ho Chi Min City, mais conhecida pelo seu antigo nome, Saigon. Depois de comer algo e conhecermos um pouco da área onde estávamos, fizemos mais alguns planejamentos, compramos tour pros próximos dois dias e fomos descansar, já que tínhamos viajado a maior parte do dia.



Saímos cedo para o tour no Rio Mekong, que já tinhamos visto no Laos. Foi uma viagem de 3 horas ate o rio e depois pegamos o barco onde passamos por 4 ilhas famosas na região(fênix, unicórnio, tartaruga e elefante). Paramos em uma vila onde vimos varias barraquinhas e um "restaurante" onde tinha um apiario. Lá provamos mel e também um whisky com aquelas cobras dentro da garrafa, que também era produzido naquela região. De lá pegamos uma canoa, passamos pelos canais dentro da ilha, e chegamos de volta no barco, que nos levou para uma fabrica de balas de coco. Acompanhamos todo o processo de produção das balas, provamos e compramos algumas. Eram boas mas bem diferentes das do Brasil. Depois de um almoço meia-boca e um descanso fomos provar umas frutas tropicais em outra vila. Comemos jaca, melancia, manga, mamão e dragon fruit(fruta típica do sudeste asiático) enquanto ouvíamos musicas tradicionais vietnamitas ao vivo. Foi um tour bem interessante, principalmente se levado em conta o valor bem baixo que pagamos. A noite de volta em Saigon, jantamos pizza e voltamos pro hotel. A noite jantamos pizza num restaurante italiano.
Quais são as chances de você encontrar um dos 4 milhões de neozelandeses em um restaurante italiano no Vietnam ?? Bom, nós encontramos uma kiwi.

No outro dia fizemos um tour pro acampamento dos vietcongs, Cu Chi tunnels. Eram os túneis onde os vietcongs se escondiam de dia e atacavam a noite, e fizeram isso durante toda a guerra. Ouvimos um pouco da história da guerra contada pelo guia que lutava do lado das tropas dos EUA contraste os próprios conterrâneos.
No acampamento vimos vários buracos de bombas, vários buracos de saídas de ar dos túneis e os buracos que eram os túneis onde eles viviam. Também fomos num campo onde os turistas podiam atirar com metralhadoras. Nos só ficamos assistindo e quase ficamos surdos com o barulho, principalmente das armas maiores. Eles tinham pistolas, M-60 e ate AK-47.
Depois disso veio a melhor parte do tour, entramos em um dos túneis que os vietcongs usaram. Era bem apertado e lá dentro ainda descemos dois andares, onde o ultimo deles chegava a mais de 10 metros abaixo da supericie. Andamos apertados e agachados, no escuro e se sujando de terra por quase 150 metros de túnel. Nao recomendado pra pessoas claustrofobicas !!!
Depois do tour fomos no museu da guerra, onde vimos varias aeronaves americanas, inclusive jatos e helicópteros e também tanques, canhões e lança mísseis. O museu era praticamente uma propaganda contra os EUA. Varias fotos das vitimas, de lugares atingidos e de protestos contra a guerra podiam ser vistas nos dois primeiros andares.  O ultimo andar era sobre as vitimas das bombas químicas usadas durante guerra, como Napalm, Agente Laranja, entre outros. Bem triste mas também bem interessante.
A noite compramos umas lembrancinhas e como nao conseguimos comprar passagem de trem pra Hanói praquela noite, só pro dia seguinte, nós voltamos pro hotel.

De manha arrumamos as malas, saímos do hotel e ficamos esperando o horário do trem, que era a noite. Ficamos planejando o que faríamos em Hanói e nossa viagem pra Macao e tentando nos preparar psicologicamente pra ficarmos 2 noite e 1 dia inteiro dentro de um trem.
Durante a noite ate que foi tranquilo mas o dia seguinte foi bem chato e cansativo. Como nos falaram que tinha um vagão "restaurante" que pelo menos vendia algo pra comer, nós nao levamos nada e tivemos que esperar ate o meio da tarde pra comermos uns miojos que compramos em uma estação. Porque a comida vendida no trem(só na hora do almoço) era incomivel. Durante a tarde passamos pelo trecho mais bonito da viagem, quando o trem sobe o morro e de lá voce consegue ver as praias quase desertas na costa. Bem bonito mas são só 40 minutos e depois voce volta pra viagem de trem comum só com a vista dos campos do pais. Depois jantamos miojo de novo e dormimos de novo com o balanço e o barulho do trem.



Amanhecemos em Hanói, as 4 da manha e ficamos na estação ate as 7:30 esperando a bilheteria abrir pra comprarmos passagem para irmos de trem pra China. De lá com as passagens em mãos, fomos pro hotel, deixamos as malas no quarto e fomos comprar um tour pra Halong Bay. Todas agencias ofereciam a mesma coisa, 3 tipos de tour: um tour de luxo, um de preço médio e um econômico. De acordo com o que havíamos pesquisado antes o de preço médio e o econômico ofereciam a mesma coisa, a única diferença é que no médio você paga mais. Então decidimos gastar o mínimo possível e ir com poucas expectativas.
Depois do almoço, demos uma volta na cidade e vimos o lago e a igreja católica que são alguns dos pontos turísticos da capital. Depois da janta, arrumamos as malas para a viagem dos próximos dois dias que passaríamos num barco.

Na manha seguinte, fomos levados ate o píer que ficava a 3 horas de Hanói. Chegando lá fomos para o barcos ficamos contentes ao ver que o barco não parecia ser tão mal ! Tinha um "refeitório", um andar com quartos(cabines) e um deck com espreguiçadeiras. O almoço estava bom, tinha peixe frito, alguns legumes e arroz. Nada muito especial mas tudo satisfatório. Já ficamos felizes porque tinhamos lido que a comida no tour econômico era pouco e ruim. Depois disso conhecemos alguns dos nossos companheiros de tour, duas malasianas, um chines, um israelense, uma thai, dois alemães, dois holandeses e 6 franceses que nem quiseram se enturmar.
Halong Bay é uma baia com umas formações rochosas muito bonitas, são ilhas fina e altas que parecem que flutuam no mar. É um lugar bem bonito mas na verdade se parece bastante com Milford Sound, na Nova Zelândia, só que com temperaturas muito mais agradáveis.



Mais tarde fomos conhecer algumas cavernas da região. Eram bonitas mas muito alteradas pelo homem, cheias de luzes, placas e passarelas. Perdia aquela sensação de aventura.
Depois fomos nadar quando o barco ancorou. Pulamos do deck que eram bem altinho, a água estava bem quente e calma que mais parecia uma piscina. Foi bem legal!! A noite jantamos, novamente a comida foi boa e suficiente. Depois ficamos no deck deitados nas espreguiçadeiras vendo as meia dúzias de estrelas que conseguíamos ver, porque o tempo estava meio nublado e com uma névoa que parece ser freqüente na regiao. Depois fomos pro quarto/cabine, que nao era muito diferente de um quarto de hotel, só que bem pequeno. Era bonito e ate tinha ar-condicionado e banheiro com água quente.

Na manha seguinte tomamos um café da manha, meia-boca e ficamos no barco ate o meio dia, quando voltamos pra terra firme, almoçamos num restaurantinho mais ou menos que já era incluído no tour e voltamos pra Hanói.
Pela primeira vez ficamos bem satisfeitos com um tour. O chines e o israelense nao podem dizer o mesmo porque tiveram que dividir uma cama e claro que eles nao gostaram de dormir com estranhos, ainda mais homens! Chegando na guesthouse, pegamos as malas e fomos pra estação de trem.
E assim terminava nossa viagem pelo sudeste asiático em grande estilo. Agora tinhamos um grande caminho pela frente pra chegar ate Macao.


Renner & Ane Gimenes
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