sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Itália - Parte 2, Florença


Ponte Vecchio


Perambulando por Florença
De manha, fomos em um mercadinho ao lado do albergue e compramos algumas coisas pro café que tomamos no albergue mesmo e depois fomos dar uma volta pelas redondezas pra conhecer a cidade que não parecia tão grande. As ruas pareciam ter saído de um filme antigo. Tudo muito diferente de Roma. Também muito bonito e antigo, mas de uma forma diferente. Passamos pela Ponte Vecchio, que é simbolo de Florença  onde estão muitas lojas. Ainda na ponte encontramos uma corrente coberta por cadeados deixados por casais, simbolizando amor eterno! Que lindo! Mas nós não tínhamos nenhum cadeado sobrando e muito menos dinheiro pra gastar com isso, então infelizmente, nosso amor eterno vai ficar sem cadeado mesmo!! Seguimos pro museu, Galeria Uffizi, que tinha uma fila de 2 horas pra entrar. Apesar de ouvir que esse é um museu importantíssimo da Itália e que é incrível, acabamos desistimos e voltamos pro albergue pra ver o que teríamos que mudar dos planos porque já tínhamos pensado em ficar aquela tarde no museu e nosso Lonely Planet da Itália estava lá no albergue.
Cadeados em corrente na Ponte Vecchio deixados por casais simbolizando amor eterno


Depois do almoço, a Ane tirou um cochilo porque não estava se sentindo muito bem, e eu fiquei pesquisando mais um pouco. Acho que nossas longas caminhadas, dormir pouco e em ônibus e trens, pouca comida, ou muitas porcarias pra comer estavam começando a mostrar seus efeitos nela. Mas depois de um pouco de descanso e um risoto bem servido ela melhorou.


Construções antigas e lindas a beira do Rio Arno

A noite saímos de novo, vimos a ponte de novo, o castelo Vecchio e as estátuas que ficavam bem em frente a praça do castelo. As estátuas eram quase todas baseadas em mitologia grega, mostrando Hércules e suas vitorias! Muito bonitas!
Observe bem. Muito interessante! kkkk!







Ficamos um bom tempo lá, admirando as estatuas e tentando lembrar das histórias que elas estavam contando. Fomos ver o Porcellino, (que chamamos de porco da sorte) que ficava no Mercado Nuovo, e que já  conhecíamos porque vimos a replica que existe em Sydney. Ainda vimos o Duomo e a Basilica de Florença, dois lugares muito bonitos.Voltamos pro albergue bem tarde naquele dia. O tempo estava nublado e meio chuvoso, friozinho. Só bem depois dessa viagem que fomos descobrir que esse é o clima comum de Florença!
Florença a noite


Duomo de Florença
Na manha seguinte voltamos pro centro e visitamos os mesmos lugares, pra podermos ver direito durante o dia. Entramos no Castelo Vecchio e vimos as enormes pinturas espalhadas pelo castelo, alem de moveis e objetos que ainda estão lá desde sua época original. Na frente do castelo tem uma réplica da estatua de David de Michelangelo. Na praça, na frente do castelo tem um salão com varias outras estátuas, mais algumas de Hércules lutando, de Ícaro com a cabeça da Medusa em mãos, e algumas outras bem interessantes. É bem legal dentro do castelo, parece com castelos de filme! Pra variar não pagamos nenhum guia, mas ficamos escutando um pouco a explicação dos guias de outros visitantes! Rs! Mas na verdade, só pelas legendas que tinha pelo castelo já dava pra entender quase a mesma coisa que o guia explicava.
Ícaro com a cabeça da Medusa


Depois pegamos um ônibus pra Praça Michelangelo, de onde tínhamos uma vista linda de toda a cidade, lá em cima  também tinha uma outra copia de David, essa feita de bronze. Vimos as duas copias de David mas não vimos a original que fica no museu e não aguentamos duas horas esperando na fila pra entrar lá. Você compra a passagem de ônibus em uma Tabacchi, uma venda ou banca e então entra no ônibus, não tem nenhum cobrador ou fiscal. Sõ o motorista que não vai nem olhar pra você. Daí vc valida seu bilhete na maquininha dentro do onibus e assim vc tem 90 minutos pra usar aquele bilhete e pode pegar quantos onibus quiser dentro desses 90min corridos. Em algum momento pode entrar um fiscal e verificar se seu bilhete esta dentro dessas duas horas permitidas desde a hora que vc validou o mesmo. Se não estiver vc leva uma multa. Bom, não me lembro bem , mas acho que aprendemos tudo isso lendo no bilhete na parte em Inglês, não foi tão dificil entender. Mas vimos um casal de mochilieros no onibus (pareciam ser ingleses) que não tinham validado o bilhete, ou estavam com o horario vencido e quase levaram uma multa. 
Réplica de David, de  Michelangelo 
O fiscal só quebrou o galho porque parecia que eles não sabiam mesmo e não estavam tentando ser espertinhos. E nós tivemos o bilhete checado tanto na ida como na volta, e no fim da volta o horario tinha expirado, mas como tinhamos entrado no onibus com tempo suficiente não levamos multa! Ufa!! Foi interessante ver como funcionam os ônibus públicos por lá.
Já no fim da tarde, pegamos as malas no albergue e fomos pra estação de trem pegar o trem pra Veneza. Apesar de pouco tempo na cidade e não termos feito tudo o que queríamos lá, gostamos bastante de Florença. A viagem de trem foi sossegada, trem confortavel e bonito. Eramos os mais mal vestidos do ônibus!! Que vergonha, hehehe! Chegamos em Veneza lá para a meia noite, mas o hotel que iríamos era bem perto da estação de trem, então chegamos rápido. Ao sair da estação ja deu pra imaginar como essa cidade era linda, porque mesmo a noite aquela cidade antiga, cheia de canais e pontes parecia maravilhosa!!!

To be continued ...





Renner & Ane Gimenes
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sábado, 29 de setembro de 2012

Italia - Parte 1, Roma



Chegamos em Roma de ainda de manhã, e fomos fomos procurar algum albergue ou hotel pra ficarmos e tivemos que andar um pouco até encontrarmos um de preço bom e  qualidade. Quando achamos aproveitamos pra descansar um pouco e pesquisar o que faríamos nos próximos dias em Roma e nas outras cidades italianas. Como estávamos ficando pouco tempo em cada lugar na Europa, não estávamos tendo tempo para pesquisar o que fazer em cada lugar com antecipação. Isso sem falar do cansaço que bate quando se esta viajando assim, andando todos os dias e dormindo pouco pra ter mais tempo pra aproveitar. Nós gostamos do nosso primeiro contato com os italianos, a língua é muito bonita, não é difícil de entender pra nós brasileiros, e o país e as pessoas pareciam ser muito interessantes. Pelo menos foi a primeira impressão que tivemos ao chegar lá.

No segundo dia, começamos com a corda toda! Fomos direto pro Coliseu, e realmente foi um dos meus lugares preferidos de toda a viagem!! O tamanho dele e o estado em que ainda está é impressionante e quando você vê na área interna a explicação de como tudo funcionava ali, você fica boquiaberto, a tanto tempo atrás eles já conseguiam fazer tanta coisa assim !! Até batalhas aquáticas eles tinham lá dentro !! Eles também usavam vários tipos de animais, alem de variados tipos de lutas entre gladiadores. A loja de lembranças lá dentro do Coliseu te deixa com vontade de comprar tudo.


Coliseu!!! Lindíssimo!!!
Logo do lado de fora do Coliseu, bem em frente voce vê o Arco de Constantino e do outro lado dele, tem uma das entradas do Fórum Romano. Essa região de centro histórico de Roma é praticamente um museu a céu aberto, é uma construção após a outra te deixando de boca aberta, e você pode andar facilmente de um lugar ao outro de tão perto que são.
 Fórum Romano
No Fórum Romano, são varias construções, em muitas delas só restaram a base do prédio ou alguns pilares, mas pensar que pessoas usavam aqueles prédios e ruas a mais de dois mil anos atrás, é incrível você poder estar lá e andar pelo mesmo lugar.  No Fórum Romano você também encontra vários templos, ou o que  restaram de alguns, dedicados a deuses pagãos que muitos imperadores idolatravam. Tambem meio que junto com o Fórum Romano, tem o Monte Palatino, um lugar que era usado como residência do imperador quando tinham jogos na cidade ou quando eles receberiam visitas importantes de  representantes de outros países ou povos. Hoje é um grande museu a céu aberto. Era relativamente grande, com muitos quartos, uma área aberta, tipo uma varanda, para o imperador e sua comitiva assistir a demonstrações e corridas de bigas, que aconteciam no gramado logo abaixo da construção. De lá de cima do Palatino, também podíamos ver uma área lateral que eles usavam para ver corridas e jogos, que acredita-se que eles tambem usavam para instalar o acampamentos de grandes comitivas visitando a cidade.

Museu a céu aberto, no Palatino
 Almoçamos bem tarde e fomos ver algumas das praças da cidade que tem uma a cada poucos metros. Piazza Spagna (praça de Espanha) foi a primeira que vimos, com uma escadaria enorme em frente a uma igreja e com outra coisa muito comum na cidade, uma fonte na base das escadas. Fontes são encontradas em quase todas as praças da cidade, e todas as bicas, que geralmente estão próximas as fontes são de água potável, então a garrafa de água reutilizável é essencial em Roma.


Fontanna di Trevi, nosso retorno a Roma ja está garantido!
Depois fomos para a Piazza Navona, onde vimos o prédio do consulado brasileiro. Uma praça grande com 3 fontes, uma bem grande no meio, com estatuas enormes e uma em cada ponta da praça, igualmente adornadas com estatuas. Nessa praça tambem estava tendo um mercado, daqueles onde as pessoas vendem quadros pintados á mão, ou aqueles feitos com spray, caricaturas, etc. De lá fomos pra Fontana di Trevi, a fonte mais famosa da Itália, onde dizem que você tem que jogar uma moeda pra garantir a uma futura volta a cidade. Como o espaço em volta da fonte é pequeno, porque não fica em uma praça, nem nada, você mal tem espaço pra tirar fotos e o povo se acumula em volta da fonte. A fonte em si é um espetáculo, gigante, e com suas estatuas misturadas com a fachada do prédio logo atrás. Tudo é muito bem iluminado e limpo o que torna muito mais agradável pro enorme número de turistas que visitam a cidade, principalmente agora no verão. Voltamos pro hotel esgotados de tanto andar, mas foi tudo tão legal que estávamos ansiosos para andar mais nos dias seguintes!!

No outro dia fomos no Pantheon, que é muito bonito do lado de fora, apesar da sua arquitetura ser meio diferente dos prédios em volta e muito interessante por dentro. Além de ser uma grande sala redonda com uma redoma no teto, existe um buraco redondo por onde a luz entra no salão. Dizem que é um feito da engenharia um prédio como aquele ser construído naquela época com as ferramentas limitadas que eles tinham. 
Panteon e sua cúpula vazada
Fomos almoçar e mais uma vez comemos muito bem, massas e outras comidas típicas eram sempre uma delicia. Os pratos e as porções não eram tão grandes quanto na Espanha, mas não estávamos reclamando de nada nas horas de refeição. E estavamos conseguindo encontrar uns pratos do dia bem em conta pro nosso bolsinho furado, mas mesmo assim, deliciosos!!!

Depois do almoço fomos para a Piazza Venezia, que fica logo em frente ao Capitolio. É tipo um museu da historia militar e bélica, com varias coisas sobre as guerras que a Itália já participou. Lá do topo do prédio, você tem uma vista muito legal de toda a cidade, e como fica bem no meio do centro histórico, te deixa ver os principais pontos turísticos da cidade toda de lá de cima.


Voltamos para o hotel, nos arrumamos (do jeito que deu) e fomos para uma Opera ao ar livre !! Foi muito legal, a opera chamava Tosca (rsrs), e foi apresentada em um parque que tem umas construções romanas bem antigas e quase que destruídas. Na frente das contruções, que eram bem altas, eles montaram o palco que era todo aberto, entao podíamos ver os atores no palco, e também nos bastidores, lá no cantinho, esperando a vez de entrar em cena. Foi uma noite inesquecível! Depois do espetáculo, saimos e fomos procurar em jeito de irmos embora porque o metro já tinha fechado. Por ser um grande evento na cidade, pensávamos que iria ter algum ônibus noturno passando lá perto ou que o metro estaria funcionando até aquele horário, mas não tinha nenhum transporte a não ser taxi ou pé. Fomos andando então até um avenida próxima, de repente vimos o Coliseu lá longe. Bom, dali eu sabia o caminho, e como estava uma noite bem agradável nós decidimos ir andando pela cidade em plena madrugada, até o nosso hotel. Foi pouco mais de uma hora andando, um pouco consativo, mas foi bem legal!!

Saímos depois do café e fomos direto pro Museu do Vaticano, que é muito grande, e eles fazem você andar por quase tudo seguindo um caminho pra ver a Capela Sistina. Que na minha opinião não é lá aquelas coisas. A famosa pintura de Leonardo daVinci fica perdida no meio de muitos outros desenhos e por ser muito alto você mal consegue ver direito. Sei lá, já começamos a achar tudo muito lotado e bagunçado pra se ver algumas pinturas famosas.
Afrescos na Capela Sistina

Depois que saímos do museu, fomos pra casa do Papa, hehe, a Basílica de São Pedro, que é enorme e muito bonita por dentro. Só que decidimos ir pro topo da cúpula da basílica, e ai começou uma tortura! Subimos os milhares de degraus por escadas estreitas e corredores inclinados e claustrofóbicos que iam dando a volta na cúpula. Já na parte de cima, entramos num corredor que vai por dentro da cúpula, onde se pode ver o chão da basílica cheia de pessoas lá embaixo. Quando chegamos ao topo, podíamos ver toda a cidade novamente, mas como o Vaticano não fica no centro histórico, essa vista perde um pouco pra vista do Capitólio, onde podiamos ver tudo mais de perto. E talvez por estar extremamente lotado e as filas demorarem tanto,  pra no final termos uma vista que já tínhamos visto antes, acabamos saindo do Vaticano um pouco decepcionados. A Basílica em sí é bonita também. Mas como não somos católicos, não damos tanto valor ao local em si. Ela é tão bonita quanto outras basilicas e catedrais católicas pelo mundo a fora... O que achamos mais legal foi ver o cenário do qual lemos a respeito em Anjos e Demônios, de Dan Brown!!
Dentro da Basílica de São Pedro
Na volta pra Roma central, passamos pelo Castelo de Sant'Angelo, mas só vimos por fora porque não estava mais no horário de visitação. E no caminho de volta pro hotel, passamos novamente pela Piazza Navona, e decidimos parar pra jantar. Mais uma vez, a comida estava muito boa e pra acompanhar um vinho italiano, que é normalmente uma delicia e eu acabei tomando um em pelo menos uma das refeições todos os dias. Também, sai mais barato que água e refrigerante!!

Fizemos as malas e saímos do hotel já no fim da manhã seguinte, almoçamos num restaurante próximo e seguimos pra estação de trem onde pegamos o trem pra Florença. O trem deveria sair da estação central de Roma, onde ficamos algumas horas esperando, porém quando nosso trem apareceu no placar eletrônico pra mostrar o numero da plataforma que deveríamos ir, apareceu algo em italiano que não sabíamos o que era.  Saímos correndo procurando alguém pra nos explicar o que tinha acontecido com nosso trem. Achamos um cara da cia de trem que nos falou que nosso trem estava saindo de outra estação, que aquilo em italiano era o nome da outra estação. Então beleza, esperamos varias horas pelo trem pra 40 min antes do trem sair eles avisarem que ia sair de outro lugar. Saímos correndo pro metro, vimos algumas outras pessoas correndo pelos corredores também e chegamos na estação 5 min antes do horário do trem.  E ai sim vimos uma galera correndo pelo corredor que ligava a estação de metro com a estação de trem. Quando chegamos na plataforma, adivinha ???? O trem nem estava lá !! Não só não estava lá, mas ainda demorou mais 2 horas pra aparecer. :\

Resultado: Chegamos em Florença a 1 da manha e fomos andando pro albergue, a cidade estava o maior breu, mas as poucas pessoas que vimos perto da estação estavam indo na mesma direção que nós, até que chegamos onde depois descobrimos que era a rua das baladas, estava cheio de gente. Nosso albergue era perto dali, e graças a Deus ficava aberto até as 2 da manha. Tivemos que entrar no dormitório com outras 12 pessoas, no escuro, em silêncio pra não acordar ninguém. Deixamos as malas num canto e caímos na cama! Na manha seguinte começaríamos a segunda parte da viagem pela Itália, visitando outras cidades, e Florença ia ser a primeira.


Renner & Ane Gimenes
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Espanha - parte 3. Mais Barcelona





Bus Turistic
Depois de andar tanto nos últimos dias, resolvemos fazer um passeio bem relax. Fomos até o Portal de lá Pau onde tinha um guichê que vendia ingressos para o Bus turistic, um busão aberto de dois andares que tinha 3 linhas diferentes que cobriam a cidade toda. Estava uma delícia, sentados no segundo andar, cabelos ao vento, calorzinho, ouvindo a narração nos fones de ouvido.  Paramos no estádio do Barcelona. Ele não é tão grande como os maiores estádios do Brasil, mas é bem organizado e é um passeio bem legal. Vimos a sala de troféus, sala de imprensa e fomos até as arquibancadas. Tudo muito limpo, moderno e organizado! 

Estádio do Barcelona

Casa del Ossos, obra de Gaudí

Voltamos pro ônibus, andamos em todas as linhas. Vimos o famoso prédio Casa Batlló, ou Casa del Ossos, restaurada por  Gaudí e que tem cara de caveiras na fachada. Depois vimos outra construção de Gaudí, Lá pedrera. Também muito bonita e diferente! O passeio estava muito bom, mas depois de algumas horas sentados, começou a dar um sono!!! Poxa, estávamos acostumados a andar horas e horas todos os dias pelos últimos 4 meses, ficar sentado era luxo! Acho que relaxamos um pouco demais, hehehe! Mas valeu, foi um passeio legal.





La Pedrera, também de Gaudí
No fim da tarde fomos comprar os ingressos para um show de guitarra espanhola que queríamos ver, e no caminho pro local vimos uma manifestação, uma passeata gigante com muita gente. Ficamos uns 10 minutos parados só olhando as pessoas passarem e não parava de aparecer mais e mais pessoas de todas as idades. Tinha jovens, velhos, famílias etc.  Eles estavam protestando contra a privatização do sistema de saúde, pelo que pudemos entender. Eu digo isso porque, pra quem não sabe, em Barcelona o idioma predominante não é o Espanhol, e sim o Catalão! Que é uma língua que parece misturar o espanhol com português e francês. Ás vezes ouvindo alguem falar catalão parece que você vai entender, mas não entende nada... Soa familiar. Uma língua muito interessante. Fiquei com vontade de aprender! A noite fomos jantar na rambla novamente. E a comida espanhola sempre muito gostosa e pratos bem servidos.

Praia Barceloneta
Escultura legal na praia Barceloneta



No dia seguinte, como ainda não tínhamos ido à praia em Barcelona resolvemos pelo menos ir dar uma olhada, já que era nosso ultimo dia de Espanha. Fomos à praia Barceloneta, que tem uma estrutura legal com restaurantes e lanchonetes na beira, ciclovia, chuveiros, banheiros e banquinhos. Como já havíamos feito check-out  do albergue não queríamos entrar no mar, então ficamos nos banquinhos ali na beira mesmo observando o povo, o mar, aproveitando o tempo bom e ficando com vergonha alheia das meninas européias de topless! Tinha vários outros turistas ali nos banquinhos perto do nosso, e em um deles tinha um casal namorando. Eles estavam pensando em varias coisas, menos na mochila deles que estava em cima do banco ao lado do rapaz. Quando de repente vimos um moço chegando de bicicleta, vestido normal (entenda-se, não parecia maloqueiro), falando no celular. Ele parou a bicicleta dele ali perto do banco dos namorados e ainda "falando" ao celular, muito sorrateiramente ele pegou a mochila pela alça e começou a ir embora. Graças a um americano que estava sentado perto de nós o ladrão não levou a mochila do casal.  O americano gritou algo como: larga isso, ladrão. Ei, cuidado ele esta roubando sua mochila!!! E então o ladrãozinho saiu andando, largou a mochila no lugar e saiu fingindo que ele não tinha feito nada, que não era com ele, mas quando estava mais longe fez um sinal com a mão para o americano.  ┌П┐(◉_◉)┌П┐


No pier de Barcelona
Parabenizamos o americano, afinal não é qualquer um que tem coragem de enfrentar um ladrão, pelo menos não no Brasil. 

Ficamos um pouco surpresos pois a cidade parecia tão segura! Mas percebemos que não se pode relaxar só porque parece seguro, gente ruim e mal intencionada tem em todo lugar! Que bom que nos acostumamos a ficar sempre com a alça da mochila presa no braço, na perna da cadeira, ou em algum lugar, justamente pra evitar esse tipo de coisa.

Xingando o juiz no estádio do Barsa
Saindo da praia e deixando o susto do "quase-roubo" pra trás, fomos almoçar num dos restaurante ali da beira da praia. Comemos frutos do mar bem fresquinhos, hummmm.  Saindo de lá fomos comprar nossas lembrancinhas de Barcelona nas dezenas de lojinhas da Rambla. 



Hummmm
 Batemos papo com os vendedores que eram na maioria indianos imigrantes, então falei umas palavrinhas em Hindi , contamos que já fomos pra Índia e consegui um desconto $$ (bem pequeno, mas tudo bem) !!! Voltamos pro albergue, pegamos nossas mochilas e levamos tudo pra estação de trem onde elas ficariam guardadas no guarda volumes até a hora que saíssemos do show mais tarde.




Palau de la Musica Catalana
Então fomos pro Palau de la música Catalana, um lindíssimo teatro, onde assistimos a um espetáculo (em todos os sentidos da palavra) de guitarra espanhola. Era um quarteto de cordas fazendo um show baseado no estilo de guitarra espanhola mas com música clássica, música popular nacional , internacional, e com uma excelente pitada de humor! Foi inesquecível! Não pude deixar de pensar no meu pai, que foi um grande amante da música e em especial das guitarras, ele teria amaaaaado esse show...  Valeu cada centavo de Euro!! :D

Detalhes da arquitetura do teatro
Felizes depois do show, já quase meia noite, seguimos pra estação pra retirar nossa bagagem do guarda volumes. E para nosso infortúnio o bendito lugar estava fechado desde as 22:00 hrs e só abriria as 8:00 da manhã!!!!! Caramba, e agora? Nosso vôo saía as 7:00 hrs do aeroporto que ficava a mais ou menos uma hora de lá! Meu Deus e agora, e agora, e agoraaaaa???? E pra ajudar o trem ia parar de rodar a meia noite e não conseguiríamos ir pro aeroporto nem que conseguíssemos pegar as malas. Estávamos mesmo num beco sem saída!

Depois de um pouco de discussão e de apontação de dedos, resolvemos usar a cabeça juntos pra resolver o problema. Achamos um funcionário da estação e imploramos pelo amor de Deus pra ele abrir o guarda volumes e nos deixar pegar as malas. Ele no começo disse que não dava, que estava fechado. Mas acho que viu nosso desespero e acabou cedendo. Abriu o local e nos deixou pegar as coisas. Agradecemos o cara em todas as línguas que sabíamos!!! Uuuufa!! Conseguimos! Mas sem chances de pegar o trem pro aeroporto, já tinha fechado...  Então fomos andando meio sem rumo e perguntando pras pessoas na rua se elas sabiam onde tinha ônibus pro aeroporto. Nos indicaram o caminho e conseguimos pega-lo direitinho. :D

Interior do Palau, antes do show, quando era permitido tirar fotos 
Entramos no aeroporto que seria nossa casa aquela noite. Fomos procurar um canto quente, um banco, uma parte com carpete, qualquer coisa que servisse de cama, mas não tivemos sorte. Acabamos indo nos aninhar entre duas lojinhas que estavam fechadas, e ali no piso frio do aeroporto esticamos nossos lençóis-saco de dormir, nos cobrimos com nossas jaquetas e tentamos dormir. Vida de mochileiro não é facil, não! 

E entre um cochilo e outro fiquei pensando nas pessoas que não tem uma casa, uma cama quentinha, um travesseiro e dormem num lugar muito pior que aquele todas as noites. E nós por opção própria estávamos dormindo ali no chão aquela noite. Isso me fez pensar que devemos dar valor ao que temos, por menor e mais simples que seja, porque dormir no chão duro e frio não é nada bom. Muita gente gostaria de ter aquilo que temos e muitas vezes achamos que não é nada demais. 

Logo amanheceu e já era hora de fazer o check-in na Ryan air e embarcar pra Roma! E assim, com muita adrenalina, trapalhadas e um chão frio terminamos nossa passagem pela bela Barcelona. Não nos esqueceremos desse lugar com sua história, cultura e paisagens tão lindas.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Espanha - Parte 2, Barcelona



Chegamos de Madrid numa estação de ônibus em Barcelona. A gente achou que ia dar pra dormir bem no ônibus porque eram 10 horas de viagem, que nada!!  Não dormimos nada!  O ritmo no fundão do ônibus era de festa, estava a maior falação,  teve até briga onde um senhor muito mal educado "xingou" o outro homem de estrangeiro!!! Resultado, chegamos muito cansados em Barcelona.

Barcino, como a cidade era chamada antigamente
Conseguimos chegar até a região onde tinha alguns hostels, mas não tinham vagas. Fomos em três na mesma região e nada de vaga. Chegamos até a ficar preocupados se teríamos que dormir na rua!! Depois de horas andando com a mochila nas costas e ainda sem acomodação resolvemos que eu ficaria numa praça com todas as malas e o Renner iria pro centro procurar vaga em outros hostels. Enquanto eu esperava na praça aproveitei pra ir comer alguma coisa num café que tinha lá porque estava verde de fome, então deixei os mochilões no banco da praça e fui até o café só com a mochila pequena. Do café eu podia vê-las, mas se algum ladrão tivesse a intenção de rouba-las, até eu chegar lá, já era... Mas pelo contrario, as pessoas passavam ao lado das mochilas e nem olhavam ora elas, era como se fosse a coisa mais normal do mundo, duas mochilas num banco de praça! Que sensação boa de segurança e honestidade!!! Pena que isso iria mudar dentro de alguns dias!! Hehehe.
Paella!!!!!!

O Renner voltou, e depois de mais 2 "não há vagas", finalmente encontrou as duas últimas vagas em um hostel. Quartos separados... mas tínhamos quartos!! Ufa! 
Sangria nossa de cada dia!! hehehe
O hostel era muito legal, tinha cartão magnético individual que dava acesso à entrada no local, nos quartos e ao seu armário individual. Varios pcs com internet grátis, café da manha incluso. O preço era meio alto, mas valia a pena! Aliviados, saímos pra passear, dava pra ir a pé pra Las Ramblas. Almoçamos por lá (paella, hummm), ambiente legal. Tinha muitos turistas pela rua e muitas lojas de lembrancinhas. A cidade estava bombando! Achamos tudo lindo!


Cinema ao ar livre  no Castelo de Montjuic
Tínhamos que "trabalhar" um pouquinho antes de continuar passeando. Precisávamos enviar as coisas que compramos durante os meses na Ásia pelo correio. Saindo do correio 5 quilos mais leves, voltamos pro hostel onde descobrimos que naquela noite teria uma exibição de filme ao ar livre no Castelo de Montjuic. Esse castelo fica no alto de uma colina na cidade e a subida, que apesar do cansaço por não termos dormido a noite, fizemos a pé! Foi legal porque é como uma trilha, caminho bem arborizado, muito gostoso, ( se você  não estiver cansado)  Antes de ir para o castelo passamos num mercado e compramos coisas pra fazer um picnic, com direito a queijo, salame, vinho e lanchinhos. E pra nossa surpresa antes do filme uma banda de MPB tocou, foi bem legal matar a saudade e ouvir algumas músicas conhecidas!
Picnic no castelo
Na volta pro hostel, já depois da meia noite, tinha um ônibus gratuito (que beleza hein, mochileiro adora coisa grátis) que nos levou até uma região mais perto do centro, de lá tivemos que andar o resto do caminho. Foi uma bela caminhada noturna depois de um longo e proveitoso dia. Chegando no hostel pra lá das 2 da manhã, fomos dormir, cada um no seu quarto :( . Fiquei meio surpresa em ver que só tinha mais uma menina já no quarto, o resto estava provavelmente curtindo a noite barceloneta!! 

Resumindo, foi um dia longo, achamos que íamos  dormir na rua, encontramos hostel muito bom, cinema ao ar livre no castelo, mpb. Tudo lindo, só alegria!! 

No dia seguinte depois do café da manhã, fomos para um free walking tour no bairro gótico. Foi bem legal, andamos por umas vielas interessantes, vimos construções antigas, entre elas a praça Sant Felip Neri, onde ainda se pode ver por toda a parede tiros da guerra civil espanhola. Inclusive a banda Evanescence gravou o clip de "My Immortal" neste local! Você precisava saber disso!! :p 

Praça Sant Felip Neri
Terminamos o tour na Plaza del Rey, a praça de um castelo medieval no meio de Barcelona. Não é um castelo imponente, mas transmite aquele ar de que a qualquer momento um guarda real vai andar sobre o muro, vigiando a cidade. Depois de andar por 2 horas com o tour, resolvemos andar mais um pouco, rs.

Portal de la Pau, Monumento a Cristovão Colombo

Andamos pela Rambla, descemos até o pier, fomos até a praça Portal de la Pau, onde fica um monumento a Cristóvão Colombo apontando em direção a América. Depois resolvemos ir conhecer a Basílica Sagrada Família,  obra majestosa de Gaudí. Vimos igrejas, catedrais e templos  por todo o mundo, e de diversas religiões,  mas essa na minha opinião é a mais linda. Tanto por dentro quanto por fora. Ela tem 3 fachadas. A fachada da natividade, com cenas do nascimento de Jesus. A fachada da paixão, com cenas da morte de Jesus e a fachada da Glória, que ainda esta em construção, com cenas das coisas que estão por vir: morte, juízo, inferno e glória. Toda a basílica é tão rica em detalhes que passamos horas la dentro, só saimos de la quando fechou e acabamos ficando com dor no pescoço de tanto olhar pra cima pra admirar as cenas bíblicas do lado de fora e o ar celestial do lado de dentro! Simplesmente maravilhoso!! 

Las Ramblas de Barcelona


Dentro da Sagrada Família
Voltamos para o hostel e tinhamos que fazer um pouco de lição de casa. em alguns dias teriamos que ir pra Italia e ainda nao sabiamos como fazer isso. Entao ficamos na internet  do hostel (de graça \o/ ). Rsolvemos ir pra Italia com um voo da Ryanair que custou uns €80 cada, nao tava barato, mas estava mais barato que o trem. Reviramos nosso guia Lonely Planet da Italia e marcamos os hostels e hoteis pra ver se tinham vagas quando chegássemos la.  


Fachada da Sagrada Família
Também pesquisamos sobre as atracões que queríamos ver em Roma, nossa primeira parada na Itália.  A internet no hostel era de graça, em compensação tinha uma lista de espera grande, e enquanto esperávamos conhecemos um grupo de brasileiros. A maioria estava fazendo o tão sonhado mochilão na Europa, e todos bem novinhos, com menos de  20 anos. Que sorte a deles, nao?! Realizar uma viagem dessas tao jovens! Ficamos batendo um papo enquanto jantávamos uma comidinha que fizemos lá no hostel mesmo. Foi legal conhecer brasileiros, já fazia um tempo que nao conhecíamos nenhum. Mais tarde eles foram pra um bar crawl, onde o grupo vai de bar em bar, fica um pouquinho, toma umas e segue pro próximo bar. Mas nós, velhos e pobres, ficamos no hostel mesmo pra tomar um banho e dormir cedo... 






 To be continued...    

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Espanha - Parte 1, Madri

Voamos de Cairo durante a madrugada, e chegamos muito cedo em Madri. Só pela parte de dentro do aeroporto ja dava pra ver que chegamos em um país muito avançado, limpo e organizado! O aeroporto estava deserto e quase tudo fechado, mas era muito grande e bonito. Como era bom entender as placas e a sinalização! E principalmente, como era bom entender o que as pessoas falavam!!

Então fizemos cambio das Libras Egipcias e Dolares por Euro, (que nos retornou poucas notas) e fomos procurar um balcão de informações turísticas pra pegar pelo menos um mapa, mas estava fechado! Então esperamos mais um pouquinho na frente da entrada do metro, que era no aeroporto mesmo, e logo embarcamos pro centro de Madri pra procurar albergue.

Chegamos tranquila e confortavelmente no centro e começamos a procurar a rua do albergue que tinhamos o endereço. Não tinha ninguem na rua pra nos dar informação, ainda era antes das 7 da manhã, mas conseguimos encontrar! E pela primeira vez em varios meses, a manhã era fresca e estavamos ficando com um pouco de frio só de short e camiseta! Assim que chegamos no albergue reservamos nossas camas, que eram as unicas disponiveis e somente porque houve desistencia!Madri estava lotada!!! Mas não podiamos ainda fazer check-in, então fomos conhecer o local. E aí percebemos porque o preço era tão mais caro do que esperavamos, ou estavamos acostumados... O serviço também era muito superior ao que estavamos acostumados. Tinha varios computadores à disposição dos hóspedes, banheiros limpos, ducha boa, cozinha, armarios com cadeados pra maior segurança, etc...
Praça Maior
Estavamos com sono porque não dormimos muito a noite, o vôo foi curto, então fomos tomar café da manhã e dar umas voltas pra ver se dava uma despertada! Pesquisamos um pouco sobre Madri e o que tinha pra fazer lá, e depois fomos até um centro de informações turisticas pegar uns folhetos e mapas. Muito bom serviço, tinham varios folhetos de atrações, tours, etc... Inclusive, pegamos informações sobre shows de flamenco, que gostariamos de ver enquanto estavamos em Madri.

Saindo de lá, fomos até a Praça Maior, que é cheia de restaurantes, cafés, lojinhas, artistas de rua e lotada de turistas!!! Almoçamos por lá, num restaurante muito popular: o museo del ramón. O Renner ja provou logo o famoso presunto ibérico, e eu ja pedi uma paella pra começar bem a comilança pela Europa! Sempre acompanhado de um bom vinho, como é de costume dos  espanhóis! Como era bom não ser perturbado por vendedores ambulantes enquanto estavamos comendo ao ar livre, como acontecia desde a ásia, até o oriente médio! Estavamos contentes em finalmente não precisar ficar escondendo a maquina fotográfica, e não nos preocuparmos tanto com a segurança das nossas mochilas! Por outro lado, todos os demais turistas pareciam muito mais ricos que nós dois!!! hehehe

Almoço no Museo del Ramón, na Praça Maior
Depois da comida e vinho, cançados pela falta de sono e pelo calorão que fazia agora, resolvemos nos movimentar, senão iamos dormir ali mesmo!! Então continuamos passeando e conhecendo a cidade, observando os artistas de rua e a multidão que agora lotava as ruas e praças. Então o cansaço bateu, e resolvemos fazer alguma coisa que não tivessemos que andar muito... Estava estreando X-Men first Class no cinema, então resolvemos assistir! Foi muito legal! E era legal que com as legendas em espanhol quando perdiamos alguma coisa do ingles, conseguiamos ler a legenda, diferente do cinema do Egito que fomos. Lá era legenda em árabe, não entendeu o ingles, perdeu!!

O filme acabou umas 8 da noite, voltamos pro albergue, levamos as malas pro quarto (compartilhado com mais 10 pessoas), tomamos banho e ficamos conversando um pouco com um casal de americanos, até eles sairem pra balada. Assim que eles saíram eramos os unicos dormindo. O resto do quarto começou a aparecer quando ja estava quase claro, a maioria bebados, pelo barulho desajeitado que faziam! Mas isso nem incomodou, o sono era maior que tudo!!

Levantamos cedo porque tinha o famoso Free Walking Tour. Fomos com mais um pessoal do albergue, inclusive dois brasileiros, pra Praça Maior de onde começaria o tour. Esperamos um pouquinho e logo tinha bastante gente por la. Dividiram o grupo em dois, tour em Ingles e tour em Espanhol. Resolvemos ir no tour em Espanhol, ja que ficariamos pouco tempo na Espanha queriamos aproveitar ao maximo o contato com a cultura, lingua e com o povo! E claro que isso seria um desafio a nós mesmos, um tour de 3 horas e meia todo em espanhol madrilenho!! Fazia tanto tempo que não praticavamos Espanhol!!
A Ursa e o Madronho

O tour foi muito legal, o guia era gente boa, aprendemos muito sobre os pontos turisticos de Madri, que na verdade são tambem os pontos históricos do país. Então de lambuja ja aprendemos também sobre a historia local! Conhecemos melhor a praça maior, e sobre os frequentes incendios que aconteciam lá, depois fomos para a Praça do Sol e vimos a ursa e o madronho, famosa estatua que é simbolo de Madri, a linda arquitetura antiga da praça e vimos também o acampamento de manifestantes "peroflautas"  na praça (tipo hippies, desgrenhados e mal vestidos, que são figuras carimbadas das manifestações).

Botín, o restaurante mais antigo do mundo
Rodamos toda a cidade, vimos o congresso, que ainda tem marca de tiros de uma tentativa de golpe militar que aconteceu nos anos 80. Conhecemos o restaurante mais antigo do mundo, Botín, fundado em 1725, e ainda em funcionamento. Infelizmente nossos poucos euros não foram suficientes pra experimentarmos a sua comida... Mas ta aí a foto! Vimos parte do muro que cercava a cidade no passado e que separava os ricos e cristãos dos pobres, prostitutas e assassinos, mas onde muitos dos "cristãos" pulavam o muro a noite! Foi muito interessante aprender tanto sobre a historia dessa cidade tão rica em historia e belezas! Depois do tour demos nossa contribuição ao guia, e fomos até o teatro comprar ingressos pro Show de flamenco que queriamos ver.
Congresso
Depois dos Ingressos comprados, que não foram  tão caros quanto achávamos que seriam, voltamos pro albergue pra nos arrumarmos (pelo menos tentamos) afinal, era nosso aniversario de 6 anos de casados!! E a comemoração seria em grande estilo: Show de Ballet Flamenco! O Show foi incrível! Foi realmente uma mistura muito bem feita de ballet com flamenco, e  oresultado foi excelente!



Depois do show voltamos pro albergue e lá conhecemos outro casal de americanos. Ficamos conversando um pouco, e depois decidimos sair juntos pra jantar. O cara ja tinha vindo pro Brasil, e até tinha feito tour na favela (kkk), casalzinho legal!E apesar de ser nosso aniversario de casamento, gostamos de ter mais companhia, fazer amizade é sempre bom! Fomos num restaurantinho mexicano, a comida estava muito boa, o restaurante estava lotado, e ja era quase meia noite! Depois fomos dar uma volta, e vimos que as ruas estavam lotadas também! Parece que todo mundo saiu da toca por volta da meia noite. E não era só jovens, tinha familias inteiras saindo pra jantar essa hora! Brasileiro janta tarde, mas espanhol... Caramba! Então compramos uma cervejinha e ficamos numa praça conversando. Quanto mais tarde, mais jovens apareciam nas baladinhas perto dessa praça. E de repente fomos expulsos da praça pq ela ia ser lavada, então tivemos que sair, e percebemos que ja era 5 da manhã. Mas foi muito bom poder ficar na rua, sentados numa praça, com total segurança, sem nenhuma preocupação. Quando no Brasil, pelo menos em SP poderiamos fazer isso?
Elenco do show de Ballet Flamenco
No outro dia tentamos não acordar muito tarde, ja que não tinhamos muito tempo em Madri. Compramos café da manhã num mercadinho do lado do albergue e fomos pro computador pesquisar sobre Barcelona, onde iriamos naquela noite. Na hora do almoço fomos pra uma feirinha tradicional que acontece todo domingo chamada La Latina. Pena que chegamos um pouco tarde e ja estava acabando, mas foi legal mesmo assim.  Almoçamos num Tapas bar no mesmo bairro, onde como é de costume na Espanha, com qualquer bebida alcoólica que se pede,vem um tapa junto. Não, não é uma bofetada, é um pequeno lanche ou porção de comida.

Lado de fora do Museu do Prado
Saindo do bairro onde aconteceu a feira, fomos pro Museu do Prado. É um museu muito grande e bonito, com obras de arte importantes e belíssimas. Mas não conseguimos ver tudo, acho que o cansaço acumulado estava falando mais alto. Então vimos as obras que mais nos interessavam, como Dalí, Picasso, Da Vinci etc e seguimos até a porta de Alcalá que é um monumento muito bonito, junto ao Parque do Retiro. Só andamos pelo parque um pouco enquanto tomavamos um sorvetinho pra refrescar.

De lá ja fomos pro albergue pra buscar nossas malas, pq tinhamos que ir essa noite pra Barcelona. Paramos pra comer no Taco Bells, que é um fast food de comida mexicana, muito famoso nos Estados Unidos e que o Renner ainda não tinha provado. Depois de comer uns taquitos saborosos, fomos correndo pra rodoviária, e quase não pegamos nosso onibus!


O onibus, finalmente era bem confortavel, poderiamos dormir bem nessa viagem de 8 a 10 horas, certo? Errado! O povo tava em ritmo de festa, falavam mais alto que um papagaio, e mal conseguimos dormir... Mas tudo bem!

Nosso unico arrependimento quanto a Madri foi ter ficado muito pouco tempo! Gostamos muito da cidade, parece um lugar onde gostariamos de viver. Tudo muito vivo e animado, ruas limpas, pessoas educadas. Entrou também pra nossa lista de lugares onde quero voltar um dia!


Museo del Prado!



Renner & Ane Gimenes
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Egito - Parte 3


Chegamos a noite em Luxor e achamos um hotel bem meia boca, e acabamos ficando lá porque já estava tarde pra ficarmos andando procurando hotel. No manhã seguinte já encontramos um bem melhor e já mudamos. Esse hotel tinha um restaurante na cobertura e uma vista incrível da cidade lá de cima. A tarde fomos no Templo de Luxor, que era bem na frente do hotel. O templo era bem bonito, cheio de colunas com hieróglifos e na luz do fim de tarde ficou ainda mais bonito, pelo menos ao vivo, porque nas fotos, nem tanto. Na frente do templo tem uma estátua bem grande de um faraó e dali se estende uma rua com várias esfinges de cada lado e a rua segue assim com as enfinges por dezenas de metros. Já quase a noite voltamos pro hotel depois de dar uma passeada pelo souq, mercado árabe no centro da cidade.

Templo de Luxor
Logo cedo pegamos um tour do hotel para os vários templos do outro lado do Rio Nilo. O primeiro lugar foi o Vale dos Reis, onde ficam as tumbas de vários faraós importantes do Egito. Visitamos algumas dessas tumbas que eram um corredor que ia descendo pra dentro da terra até achar uma sala que continha o sarcófago do faraó. E em todas que fomos, esse corredor era todo desenhado com ilustrações da passagem dos faraós para o mundo dos mortos até que na última sala, os desenhos eram deles se encontrando com os deuses que viviam lá nesse outro mundo, de acordo com o que o guia nos ensinou. A tumba do faraó mais conhecido, Thutankamon, que morreu ainda menino estava fechada e não pudemos ver de onde vieram todos os pertences dele, que vimos no museu do Cairo. Mas as outras tumbas que vimos já valeram a pena porque também eram lugares muito interessante de se visitar, além de se aprender muito sobre os costumes e as crenças desse povo só pelos desenhos deixamos lá a milhares de anos atrás.

Também visitamos o Vale das Rainhas, que é um lugar parecido com o Vale dos Reis, mas com tumbas das mulheres dos faraós, que eram menores e com menos desenhos pelas paredes, pelo fato de serem menos importantes que os próprios faraós, na visão deles. Uma curiosidade é uma rainha que se tornou faraó, um título até então somente dado a homens. Ela mudou as regras se auto proclamando "rei" e faraó, e consequentemente teve sua tumba construída no Vale dos Reis e não no Vale das Rainhas. Outro templo que visitamos foi o de Hatshepsut, essa faraó mulher, (*por descrição) que era bem grande vendo pela maquete que tinha na sala de informações na entrada do templo, mas hoje em dia só metade de tudo aquilo ainda estava de pé, mas ainda assim é um templo bem grande, com grandes rampas de acesso para a parte superior e grandes estátuas em frente das colunas que sustentam esse piso. Grandes salões, uns abertos e outros cobertos e uma vista de quase tudo que hoje é a cidade de Luxor. Por fim, já no caminho de volta, passamos pelas grandes estatuas Menon, que marcam a entrada dos Vales, região das tumbas dos faraós.
Voltamos para o outro lado do Rio Nilo, para a cidade, e fomos almoçar uno meio da tarde. Como já tinhamos andado desde cedo e estava um calor insuportável, tipo uns 45 graus, fomos dar uma cochilada. Acordamos as 11 da noite, ai jantamos umas bolachas e depois de um tempinho fomos dormir de verdade. Acho que estávamos bem cansados!!
Templo de  Hatshepsut
No outro dia de manhã fomos para o Templo de Karnak, que é um complexo bem grande, com muitas salas, muitos corredores que ligam umas salas nas outras, a maioria delas com colunas nas laterais por todo o caminho. Outra coisa que também tem bastante além dessas colunas, são os obeliscos. Templo bem interessante, mas que não  chamou tanta atenção porque tudo era muito parecido com o que já vínhamos vendo na ultima semana pelo Egito. O resto do dia só aproveitamos para pesquisar, planejar e ficar só descansando com ar condicionado do hotel, hehe.
No Templo de Karnak
Na manha seguinte, fizemos planejamento financeiro e pesquisamos mais um pouco alem de arrumarmos as malas. Depois do almoço só ficamos na net num restaurante e depois fomos pra "rodoviária", porque não conseguimos de jeito nenhum comprar bilhete de trem para a volta pra Cairo, o que seria muito mais confortável, então não teve jeito, fomos de busão mesmo. O ônibus não era nem um pouco confortável, mas foi o que tivemos para dormir naquela noite. Além dele parar a cada duas horas, o que numa viagem de 12 horas alonga muito a jornada, tocou música árabe a todo volume durante toda a noite, e ao mesmo tempo que tocava música, passava um filme em francês, com legenda em árabe, e com volume alto também. Ou seja, o barulho era insuportável! A viagem foi dura!

Chegamos e fomos pra um albergue em Cairo, no mesmo prédio de outro que ficamos antes, mas que estava cheio naquele dia. Como não  tínhamos dormido bem a noite, no ônibus, dormimos ate meio dia no albergue e depois ficamos terminando de decidir como iríamos viajar pela Europa, de um pais pro outro, se de trem ou de avião. No fim compramos a passagem de avião, e saímos pra comprar uns cartões postais do Egito que ainda não tínhamos achado.

Renner, arrasando na dança do ventre!!!!
No fim da tarde fomos fazer um passeio de barco pelo Rio Nilo, onde tambem era servido jantar e teve apresentações de dança. Achamos que ia ser um passeio romântico, mas caímos do cavalo quando o motorista que nos levou do hotel até o barco também entrou no barco e sentou junto com a gente em uma das mesas. Quer dizer, ainda tivemos um vela ali na mesa com a gente a noite toda! Mas tudo bem, resolvemos aproveitar o que tinhamos, fomos pegar a comida quando serviram o jantar mas não estava lá tão boa. Depois da janta começou a apresentação de danca do ventre que foi até legal, principalmente nossa participação lá na frente de todos quando a dançarina nos levou pro "palco". A dançarina, segundo a Ane que ja praticou essa dança, não era uma expert do assunto, ainda mais por estar ali se apresentando para turistas, ela se vestia mais vulgarmente do que seria o tradicional.

A dança do ventre veio do Egito, mas hoje em dia por ser um pais árabe, portanto muçulmano, as dançarinas são discriminadas e com excessão da dançarinas mais velhas e conhecidas por todo o público, as demais só conseguem trabalho voltado para o turista ou no lado do entretenimento adulto.
Depois da dança do ventre, veio uma dança chamada Sufi, que era um cara com uma roupa que mais parecia uma saia e ele ficava o tempo inteiro rodando e fazendo varias coisas enquanto rodava, tipo servir água num copo sobre uma bandeja. Também teve uma interação com o publico, com brincadeiras e um anão dançando também, então foi mais uma atracão interessante e divertida, além de ser uma dança tradicional da cultura egípcia. E tudo isso com o barco subindo e descendo o Rio Nilo com uma vista noturna incrível da cidade de Cairo.
Ane dando um show... de como passar vergonha em público!!!
No nosso último dia no Egito e no Oriente Médio, saimos do albergue cedo, deixamos as malas por lá e fomos novamente pro Khal El Khalili, um dos mercados mais antigos e tradicionais do mundo árabe, daqueles que se acha de tudo relacionado com a cultura tradicional egípcia. Lá compramos algumas lembrancinhas e andamos vendo as lojas e os produtos que eles vendem e que o povo egípcio compra tanto, porque o lugar esta sempre cheio. No fim da tarde, voltamos pro centro para pegar as malas no albergue e seguimos pro aeroporto. Pra voltar pro aeroporto, achamos facilmente o ônibus, ao contrário da chegada que andamos de um lado pro outro sem achar esse ônibus. Só que esse foi o ônibus mais sujo que já entramos na vida, e olha que passamos por uns bem ruins durante essa viagem, isso sem falar no calor infernal que fazia naquele lugar, e o ar condicionado do ônibus, obviamente não funcionava. Também presenciamos uma mulher que usava véu sobre o rosto no maior dos amassos no ônibus com quem supomos que seja seu marido! Muito contraditório, pra nossa cabecinha ocidental!!! Chegando no aeroporto foi tudo bem, pegamos um vôo tranquilo, onde dormimos o tempo todo, apesar de serem só algumas poucas horas.

E assim terminou nossa passagem pelo Oriente Médio, um lugar que ouvimos falar geralmente pelas guerras e desgraças que acontecem por lá, mas que guardam inúmeras belezas naturais, que no nosso caso foram totalmente inesperadas, e muitas belezas culturais que nos cativaram. O Oriênte médio realmente nos encantou e vai deixar saudades! Sem contar as pirâmides que já sabíamos que ia ser super legal ver aquilo de perto, e realmente foi!!


Renner & Ane Gimenes