sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Itália - Parte 2, Florença


Ponte Vecchio


Perambulando por Florença
De manha, fomos em um mercadinho ao lado do albergue e compramos algumas coisas pro café que tomamos no albergue mesmo e depois fomos dar uma volta pelas redondezas pra conhecer a cidade que não parecia tão grande. As ruas pareciam ter saído de um filme antigo. Tudo muito diferente de Roma. Também muito bonito e antigo, mas de uma forma diferente. Passamos pela Ponte Vecchio, que é simbolo de Florença  onde estão muitas lojas. Ainda na ponte encontramos uma corrente coberta por cadeados deixados por casais, simbolizando amor eterno! Que lindo! Mas nós não tínhamos nenhum cadeado sobrando e muito menos dinheiro pra gastar com isso, então infelizmente, nosso amor eterno vai ficar sem cadeado mesmo!! Seguimos pro museu, Galeria Uffizi, que tinha uma fila de 2 horas pra entrar. Apesar de ouvir que esse é um museu importantíssimo da Itália e que é incrível, acabamos desistimos e voltamos pro albergue pra ver o que teríamos que mudar dos planos porque já tínhamos pensado em ficar aquela tarde no museu e nosso Lonely Planet da Itália estava lá no albergue.
Cadeados em corrente na Ponte Vecchio deixados por casais simbolizando amor eterno


Depois do almoço, a Ane tirou um cochilo porque não estava se sentindo muito bem, e eu fiquei pesquisando mais um pouco. Acho que nossas longas caminhadas, dormir pouco e em ônibus e trens, pouca comida, ou muitas porcarias pra comer estavam começando a mostrar seus efeitos nela. Mas depois de um pouco de descanso e um risoto bem servido ela melhorou.


Construções antigas e lindas a beira do Rio Arno

A noite saímos de novo, vimos a ponte de novo, o castelo Vecchio e as estátuas que ficavam bem em frente a praça do castelo. As estátuas eram quase todas baseadas em mitologia grega, mostrando Hércules e suas vitorias! Muito bonitas!
Observe bem. Muito interessante! kkkk!







Ficamos um bom tempo lá, admirando as estatuas e tentando lembrar das histórias que elas estavam contando. Fomos ver o Porcellino, (que chamamos de porco da sorte) que ficava no Mercado Nuovo, e que já  conhecíamos porque vimos a replica que existe em Sydney. Ainda vimos o Duomo e a Basilica de Florença, dois lugares muito bonitos.Voltamos pro albergue bem tarde naquele dia. O tempo estava nublado e meio chuvoso, friozinho. Só bem depois dessa viagem que fomos descobrir que esse é o clima comum de Florença!
Florença a noite


Duomo de Florença
Na manha seguinte voltamos pro centro e visitamos os mesmos lugares, pra podermos ver direito durante o dia. Entramos no Castelo Vecchio e vimos as enormes pinturas espalhadas pelo castelo, alem de moveis e objetos que ainda estão lá desde sua época original. Na frente do castelo tem uma réplica da estatua de David de Michelangelo. Na praça, na frente do castelo tem um salão com varias outras estátuas, mais algumas de Hércules lutando, de Ícaro com a cabeça da Medusa em mãos, e algumas outras bem interessantes. É bem legal dentro do castelo, parece com castelos de filme! Pra variar não pagamos nenhum guia, mas ficamos escutando um pouco a explicação dos guias de outros visitantes! Rs! Mas na verdade, só pelas legendas que tinha pelo castelo já dava pra entender quase a mesma coisa que o guia explicava.
Ícaro com a cabeça da Medusa


Depois pegamos um ônibus pra Praça Michelangelo, de onde tínhamos uma vista linda de toda a cidade, lá em cima  também tinha uma outra copia de David, essa feita de bronze. Vimos as duas copias de David mas não vimos a original que fica no museu e não aguentamos duas horas esperando na fila pra entrar lá. Você compra a passagem de ônibus em uma Tabacchi, uma venda ou banca e então entra no ônibus, não tem nenhum cobrador ou fiscal. Sõ o motorista que não vai nem olhar pra você. Daí vc valida seu bilhete na maquininha dentro do onibus e assim vc tem 90 minutos pra usar aquele bilhete e pode pegar quantos onibus quiser dentro desses 90min corridos. Em algum momento pode entrar um fiscal e verificar se seu bilhete esta dentro dessas duas horas permitidas desde a hora que vc validou o mesmo. Se não estiver vc leva uma multa. Bom, não me lembro bem , mas acho que aprendemos tudo isso lendo no bilhete na parte em Inglês, não foi tão dificil entender. Mas vimos um casal de mochilieros no onibus (pareciam ser ingleses) que não tinham validado o bilhete, ou estavam com o horario vencido e quase levaram uma multa. 
Réplica de David, de  Michelangelo 
O fiscal só quebrou o galho porque parecia que eles não sabiam mesmo e não estavam tentando ser espertinhos. E nós tivemos o bilhete checado tanto na ida como na volta, e no fim da volta o horario tinha expirado, mas como tinhamos entrado no onibus com tempo suficiente não levamos multa! Ufa!! Foi interessante ver como funcionam os ônibus públicos por lá.
Já no fim da tarde, pegamos as malas no albergue e fomos pra estação de trem pegar o trem pra Veneza. Apesar de pouco tempo na cidade e não termos feito tudo o que queríamos lá, gostamos bastante de Florença. A viagem de trem foi sossegada, trem confortavel e bonito. Eramos os mais mal vestidos do ônibus!! Que vergonha, hehehe! Chegamos em Veneza lá para a meia noite, mas o hotel que iríamos era bem perto da estação de trem, então chegamos rápido. Ao sair da estação ja deu pra imaginar como essa cidade era linda, porque mesmo a noite aquela cidade antiga, cheia de canais e pontes parecia maravilhosa!!!

To be continued ...





Renner & Ane Gimenes
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sábado, 29 de setembro de 2012

Italia - Parte 1, Roma



Chegamos em Roma de ainda de manhã, e fomos fomos procurar algum albergue ou hotel pra ficarmos e tivemos que andar um pouco até encontrarmos um de preço bom e  qualidade. Quando achamos aproveitamos pra descansar um pouco e pesquisar o que faríamos nos próximos dias em Roma e nas outras cidades italianas. Como estávamos ficando pouco tempo em cada lugar na Europa, não estávamos tendo tempo para pesquisar o que fazer em cada lugar com antecipação. Isso sem falar do cansaço que bate quando se esta viajando assim, andando todos os dias e dormindo pouco pra ter mais tempo pra aproveitar. Nós gostamos do nosso primeiro contato com os italianos, a língua é muito bonita, não é difícil de entender pra nós brasileiros, e o país e as pessoas pareciam ser muito interessantes. Pelo menos foi a primeira impressão que tivemos ao chegar lá.

No segundo dia, começamos com a corda toda! Fomos direto pro Coliseu, e realmente foi um dos meus lugares preferidos de toda a viagem!! O tamanho dele e o estado em que ainda está é impressionante e quando você vê na área interna a explicação de como tudo funcionava ali, você fica boquiaberto, a tanto tempo atrás eles já conseguiam fazer tanta coisa assim !! Até batalhas aquáticas eles tinham lá dentro !! Eles também usavam vários tipos de animais, alem de variados tipos de lutas entre gladiadores. A loja de lembranças lá dentro do Coliseu te deixa com vontade de comprar tudo.


Coliseu!!! Lindíssimo!!!
Logo do lado de fora do Coliseu, bem em frente voce vê o Arco de Constantino e do outro lado dele, tem uma das entradas do Fórum Romano. Essa região de centro histórico de Roma é praticamente um museu a céu aberto, é uma construção após a outra te deixando de boca aberta, e você pode andar facilmente de um lugar ao outro de tão perto que são.
 Fórum Romano
No Fórum Romano, são varias construções, em muitas delas só restaram a base do prédio ou alguns pilares, mas pensar que pessoas usavam aqueles prédios e ruas a mais de dois mil anos atrás, é incrível você poder estar lá e andar pelo mesmo lugar.  No Fórum Romano você também encontra vários templos, ou o que  restaram de alguns, dedicados a deuses pagãos que muitos imperadores idolatravam. Tambem meio que junto com o Fórum Romano, tem o Monte Palatino, um lugar que era usado como residência do imperador quando tinham jogos na cidade ou quando eles receberiam visitas importantes de  representantes de outros países ou povos. Hoje é um grande museu a céu aberto. Era relativamente grande, com muitos quartos, uma área aberta, tipo uma varanda, para o imperador e sua comitiva assistir a demonstrações e corridas de bigas, que aconteciam no gramado logo abaixo da construção. De lá de cima do Palatino, também podíamos ver uma área lateral que eles usavam para ver corridas e jogos, que acredita-se que eles tambem usavam para instalar o acampamentos de grandes comitivas visitando a cidade.

Museu a céu aberto, no Palatino
 Almoçamos bem tarde e fomos ver algumas das praças da cidade que tem uma a cada poucos metros. Piazza Spagna (praça de Espanha) foi a primeira que vimos, com uma escadaria enorme em frente a uma igreja e com outra coisa muito comum na cidade, uma fonte na base das escadas. Fontes são encontradas em quase todas as praças da cidade, e todas as bicas, que geralmente estão próximas as fontes são de água potável, então a garrafa de água reutilizável é essencial em Roma.


Fontanna di Trevi, nosso retorno a Roma ja está garantido!
Depois fomos para a Piazza Navona, onde vimos o prédio do consulado brasileiro. Uma praça grande com 3 fontes, uma bem grande no meio, com estatuas enormes e uma em cada ponta da praça, igualmente adornadas com estatuas. Nessa praça tambem estava tendo um mercado, daqueles onde as pessoas vendem quadros pintados á mão, ou aqueles feitos com spray, caricaturas, etc. De lá fomos pra Fontana di Trevi, a fonte mais famosa da Itália, onde dizem que você tem que jogar uma moeda pra garantir a uma futura volta a cidade. Como o espaço em volta da fonte é pequeno, porque não fica em uma praça, nem nada, você mal tem espaço pra tirar fotos e o povo se acumula em volta da fonte. A fonte em si é um espetáculo, gigante, e com suas estatuas misturadas com a fachada do prédio logo atrás. Tudo é muito bem iluminado e limpo o que torna muito mais agradável pro enorme número de turistas que visitam a cidade, principalmente agora no verão. Voltamos pro hotel esgotados de tanto andar, mas foi tudo tão legal que estávamos ansiosos para andar mais nos dias seguintes!!

No outro dia fomos no Pantheon, que é muito bonito do lado de fora, apesar da sua arquitetura ser meio diferente dos prédios em volta e muito interessante por dentro. Além de ser uma grande sala redonda com uma redoma no teto, existe um buraco redondo por onde a luz entra no salão. Dizem que é um feito da engenharia um prédio como aquele ser construído naquela época com as ferramentas limitadas que eles tinham. 
Panteon e sua cúpula vazada
Fomos almoçar e mais uma vez comemos muito bem, massas e outras comidas típicas eram sempre uma delicia. Os pratos e as porções não eram tão grandes quanto na Espanha, mas não estávamos reclamando de nada nas horas de refeição. E estavamos conseguindo encontrar uns pratos do dia bem em conta pro nosso bolsinho furado, mas mesmo assim, deliciosos!!!

Depois do almoço fomos para a Piazza Venezia, que fica logo em frente ao Capitolio. É tipo um museu da historia militar e bélica, com varias coisas sobre as guerras que a Itália já participou. Lá do topo do prédio, você tem uma vista muito legal de toda a cidade, e como fica bem no meio do centro histórico, te deixa ver os principais pontos turísticos da cidade toda de lá de cima.


Voltamos para o hotel, nos arrumamos (do jeito que deu) e fomos para uma Opera ao ar livre !! Foi muito legal, a opera chamava Tosca (rsrs), e foi apresentada em um parque que tem umas construções romanas bem antigas e quase que destruídas. Na frente das contruções, que eram bem altas, eles montaram o palco que era todo aberto, entao podíamos ver os atores no palco, e também nos bastidores, lá no cantinho, esperando a vez de entrar em cena. Foi uma noite inesquecível! Depois do espetáculo, saimos e fomos procurar em jeito de irmos embora porque o metro já tinha fechado. Por ser um grande evento na cidade, pensávamos que iria ter algum ônibus noturno passando lá perto ou que o metro estaria funcionando até aquele horário, mas não tinha nenhum transporte a não ser taxi ou pé. Fomos andando então até um avenida próxima, de repente vimos o Coliseu lá longe. Bom, dali eu sabia o caminho, e como estava uma noite bem agradável nós decidimos ir andando pela cidade em plena madrugada, até o nosso hotel. Foi pouco mais de uma hora andando, um pouco consativo, mas foi bem legal!!

Saímos depois do café e fomos direto pro Museu do Vaticano, que é muito grande, e eles fazem você andar por quase tudo seguindo um caminho pra ver a Capela Sistina. Que na minha opinião não é lá aquelas coisas. A famosa pintura de Leonardo daVinci fica perdida no meio de muitos outros desenhos e por ser muito alto você mal consegue ver direito. Sei lá, já começamos a achar tudo muito lotado e bagunçado pra se ver algumas pinturas famosas.
Afrescos na Capela Sistina

Depois que saímos do museu, fomos pra casa do Papa, hehe, a Basílica de São Pedro, que é enorme e muito bonita por dentro. Só que decidimos ir pro topo da cúpula da basílica, e ai começou uma tortura! Subimos os milhares de degraus por escadas estreitas e corredores inclinados e claustrofóbicos que iam dando a volta na cúpula. Já na parte de cima, entramos num corredor que vai por dentro da cúpula, onde se pode ver o chão da basílica cheia de pessoas lá embaixo. Quando chegamos ao topo, podíamos ver toda a cidade novamente, mas como o Vaticano não fica no centro histórico, essa vista perde um pouco pra vista do Capitólio, onde podiamos ver tudo mais de perto. E talvez por estar extremamente lotado e as filas demorarem tanto,  pra no final termos uma vista que já tínhamos visto antes, acabamos saindo do Vaticano um pouco decepcionados. A Basílica em sí é bonita também. Mas como não somos católicos, não damos tanto valor ao local em si. Ela é tão bonita quanto outras basilicas e catedrais católicas pelo mundo a fora... O que achamos mais legal foi ver o cenário do qual lemos a respeito em Anjos e Demônios, de Dan Brown!!
Dentro da Basílica de São Pedro
Na volta pra Roma central, passamos pelo Castelo de Sant'Angelo, mas só vimos por fora porque não estava mais no horário de visitação. E no caminho de volta pro hotel, passamos novamente pela Piazza Navona, e decidimos parar pra jantar. Mais uma vez, a comida estava muito boa e pra acompanhar um vinho italiano, que é normalmente uma delicia e eu acabei tomando um em pelo menos uma das refeições todos os dias. Também, sai mais barato que água e refrigerante!!

Fizemos as malas e saímos do hotel já no fim da manhã seguinte, almoçamos num restaurante próximo e seguimos pra estação de trem onde pegamos o trem pra Florença. O trem deveria sair da estação central de Roma, onde ficamos algumas horas esperando, porém quando nosso trem apareceu no placar eletrônico pra mostrar o numero da plataforma que deveríamos ir, apareceu algo em italiano que não sabíamos o que era.  Saímos correndo procurando alguém pra nos explicar o que tinha acontecido com nosso trem. Achamos um cara da cia de trem que nos falou que nosso trem estava saindo de outra estação, que aquilo em italiano era o nome da outra estação. Então beleza, esperamos varias horas pelo trem pra 40 min antes do trem sair eles avisarem que ia sair de outro lugar. Saímos correndo pro metro, vimos algumas outras pessoas correndo pelos corredores também e chegamos na estação 5 min antes do horário do trem.  E ai sim vimos uma galera correndo pelo corredor que ligava a estação de metro com a estação de trem. Quando chegamos na plataforma, adivinha ???? O trem nem estava lá !! Não só não estava lá, mas ainda demorou mais 2 horas pra aparecer. :\

Resultado: Chegamos em Florença a 1 da manha e fomos andando pro albergue, a cidade estava o maior breu, mas as poucas pessoas que vimos perto da estação estavam indo na mesma direção que nós, até que chegamos onde depois descobrimos que era a rua das baladas, estava cheio de gente. Nosso albergue era perto dali, e graças a Deus ficava aberto até as 2 da manha. Tivemos que entrar no dormitório com outras 12 pessoas, no escuro, em silêncio pra não acordar ninguém. Deixamos as malas num canto e caímos na cama! Na manha seguinte começaríamos a segunda parte da viagem pela Itália, visitando outras cidades, e Florença ia ser a primeira.


Renner & Ane Gimenes
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