terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Espanha - Parte 2, Barcelona



Chegamos de Madrid numa estação de ônibus em Barcelona. A gente achou que ia dar pra dormir bem no ônibus porque eram 10 horas de viagem, que nada!!  Não dormimos nada!  O ritmo no fundão do ônibus era de festa, estava a maior falação,  teve até briga onde um senhor muito mal educado "xingou" o outro homem de estrangeiro!!! Resultado, chegamos muito cansados em Barcelona.

Barcino, como a cidade era chamada antigamente
Conseguimos chegar até a região onde tinha alguns hostels, mas não tinham vagas. Fomos em três na mesma região e nada de vaga. Chegamos até a ficar preocupados se teríamos que dormir na rua!! Depois de horas andando com a mochila nas costas e ainda sem acomodação resolvemos que eu ficaria numa praça com todas as malas e o Renner iria pro centro procurar vaga em outros hostels. Enquanto eu esperava na praça aproveitei pra ir comer alguma coisa num café que tinha lá porque estava verde de fome, então deixei os mochilões no banco da praça e fui até o café só com a mochila pequena. Do café eu podia vê-las, mas se algum ladrão tivesse a intenção de rouba-las, até eu chegar lá, já era... Mas pelo contrario, as pessoas passavam ao lado das mochilas e nem olhavam ora elas, era como se fosse a coisa mais normal do mundo, duas mochilas num banco de praça! Que sensação boa de segurança e honestidade!!! Pena que isso iria mudar dentro de alguns dias!! Hehehe.
Paella!!!!!!

O Renner voltou, e depois de mais 2 "não há vagas", finalmente encontrou as duas últimas vagas em um hostel. Quartos separados... mas tínhamos quartos!! Ufa! 
Sangria nossa de cada dia!! hehehe
O hostel era muito legal, tinha cartão magnético individual que dava acesso à entrada no local, nos quartos e ao seu armário individual. Varios pcs com internet grátis, café da manha incluso. O preço era meio alto, mas valia a pena! Aliviados, saímos pra passear, dava pra ir a pé pra Las Ramblas. Almoçamos por lá (paella, hummm), ambiente legal. Tinha muitos turistas pela rua e muitas lojas de lembrancinhas. A cidade estava bombando! Achamos tudo lindo!


Cinema ao ar livre  no Castelo de Montjuic
Tínhamos que "trabalhar" um pouquinho antes de continuar passeando. Precisávamos enviar as coisas que compramos durante os meses na Ásia pelo correio. Saindo do correio 5 quilos mais leves, voltamos pro hostel onde descobrimos que naquela noite teria uma exibição de filme ao ar livre no Castelo de Montjuic. Esse castelo fica no alto de uma colina na cidade e a subida, que apesar do cansaço por não termos dormido a noite, fizemos a pé! Foi legal porque é como uma trilha, caminho bem arborizado, muito gostoso, ( se você  não estiver cansado)  Antes de ir para o castelo passamos num mercado e compramos coisas pra fazer um picnic, com direito a queijo, salame, vinho e lanchinhos. E pra nossa surpresa antes do filme uma banda de MPB tocou, foi bem legal matar a saudade e ouvir algumas músicas conhecidas!
Picnic no castelo
Na volta pro hostel, já depois da meia noite, tinha um ônibus gratuito (que beleza hein, mochileiro adora coisa grátis) que nos levou até uma região mais perto do centro, de lá tivemos que andar o resto do caminho. Foi uma bela caminhada noturna depois de um longo e proveitoso dia. Chegando no hostel pra lá das 2 da manhã, fomos dormir, cada um no seu quarto :( . Fiquei meio surpresa em ver que só tinha mais uma menina já no quarto, o resto estava provavelmente curtindo a noite barceloneta!! 

Resumindo, foi um dia longo, achamos que íamos  dormir na rua, encontramos hostel muito bom, cinema ao ar livre no castelo, mpb. Tudo lindo, só alegria!! 

No dia seguinte depois do café da manhã, fomos para um free walking tour no bairro gótico. Foi bem legal, andamos por umas vielas interessantes, vimos construções antigas, entre elas a praça Sant Felip Neri, onde ainda se pode ver por toda a parede tiros da guerra civil espanhola. Inclusive a banda Evanescence gravou o clip de "My Immortal" neste local! Você precisava saber disso!! :p 

Praça Sant Felip Neri
Terminamos o tour na Plaza del Rey, a praça de um castelo medieval no meio de Barcelona. Não é um castelo imponente, mas transmite aquele ar de que a qualquer momento um guarda real vai andar sobre o muro, vigiando a cidade. Depois de andar por 2 horas com o tour, resolvemos andar mais um pouco, rs.

Portal de la Pau, Monumento a Cristovão Colombo

Andamos pela Rambla, descemos até o pier, fomos até a praça Portal de la Pau, onde fica um monumento a Cristóvão Colombo apontando em direção a América. Depois resolvemos ir conhecer a Basílica Sagrada Família,  obra majestosa de Gaudí. Vimos igrejas, catedrais e templos  por todo o mundo, e de diversas religiões,  mas essa na minha opinião é a mais linda. Tanto por dentro quanto por fora. Ela tem 3 fachadas. A fachada da natividade, com cenas do nascimento de Jesus. A fachada da paixão, com cenas da morte de Jesus e a fachada da Glória, que ainda esta em construção, com cenas das coisas que estão por vir: morte, juízo, inferno e glória. Toda a basílica é tão rica em detalhes que passamos horas la dentro, só saimos de la quando fechou e acabamos ficando com dor no pescoço de tanto olhar pra cima pra admirar as cenas bíblicas do lado de fora e o ar celestial do lado de dentro! Simplesmente maravilhoso!! 

Las Ramblas de Barcelona


Dentro da Sagrada Família
Voltamos para o hostel e tinhamos que fazer um pouco de lição de casa. em alguns dias teriamos que ir pra Italia e ainda nao sabiamos como fazer isso. Entao ficamos na internet  do hostel (de graça \o/ ). Rsolvemos ir pra Italia com um voo da Ryanair que custou uns €80 cada, nao tava barato, mas estava mais barato que o trem. Reviramos nosso guia Lonely Planet da Italia e marcamos os hostels e hoteis pra ver se tinham vagas quando chegássemos la.  


Fachada da Sagrada Família
Também pesquisamos sobre as atracões que queríamos ver em Roma, nossa primeira parada na Itália.  A internet no hostel era de graça, em compensação tinha uma lista de espera grande, e enquanto esperávamos conhecemos um grupo de brasileiros. A maioria estava fazendo o tão sonhado mochilão na Europa, e todos bem novinhos, com menos de  20 anos. Que sorte a deles, nao?! Realizar uma viagem dessas tao jovens! Ficamos batendo um papo enquanto jantávamos uma comidinha que fizemos lá no hostel mesmo. Foi legal conhecer brasileiros, já fazia um tempo que nao conhecíamos nenhum. Mais tarde eles foram pra um bar crawl, onde o grupo vai de bar em bar, fica um pouquinho, toma umas e segue pro próximo bar. Mas nós, velhos e pobres, ficamos no hostel mesmo pra tomar um banho e dormir cedo... 






 To be continued...    

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Espanha - Parte 1, Madri

Voamos de Cairo durante a madrugada, e chegamos muito cedo em Madri. Só pela parte de dentro do aeroporto ja dava pra ver que chegamos em um país muito avançado, limpo e organizado! O aeroporto estava deserto e quase tudo fechado, mas era muito grande e bonito. Como era bom entender as placas e a sinalização! E principalmente, como era bom entender o que as pessoas falavam!!

Então fizemos cambio das Libras Egipcias e Dolares por Euro, (que nos retornou poucas notas) e fomos procurar um balcão de informações turísticas pra pegar pelo menos um mapa, mas estava fechado! Então esperamos mais um pouquinho na frente da entrada do metro, que era no aeroporto mesmo, e logo embarcamos pro centro de Madri pra procurar albergue.

Chegamos tranquila e confortavelmente no centro e começamos a procurar a rua do albergue que tinhamos o endereço. Não tinha ninguem na rua pra nos dar informação, ainda era antes das 7 da manhã, mas conseguimos encontrar! E pela primeira vez em varios meses, a manhã era fresca e estavamos ficando com um pouco de frio só de short e camiseta! Assim que chegamos no albergue reservamos nossas camas, que eram as unicas disponiveis e somente porque houve desistencia!Madri estava lotada!!! Mas não podiamos ainda fazer check-in, então fomos conhecer o local. E aí percebemos porque o preço era tão mais caro do que esperavamos, ou estavamos acostumados... O serviço também era muito superior ao que estavamos acostumados. Tinha varios computadores à disposição dos hóspedes, banheiros limpos, ducha boa, cozinha, armarios com cadeados pra maior segurança, etc...
Praça Maior
Estavamos com sono porque não dormimos muito a noite, o vôo foi curto, então fomos tomar café da manhã e dar umas voltas pra ver se dava uma despertada! Pesquisamos um pouco sobre Madri e o que tinha pra fazer lá, e depois fomos até um centro de informações turisticas pegar uns folhetos e mapas. Muito bom serviço, tinham varios folhetos de atrações, tours, etc... Inclusive, pegamos informações sobre shows de flamenco, que gostariamos de ver enquanto estavamos em Madri.

Saindo de lá, fomos até a Praça Maior, que é cheia de restaurantes, cafés, lojinhas, artistas de rua e lotada de turistas!!! Almoçamos por lá, num restaurante muito popular: o museo del ramón. O Renner ja provou logo o famoso presunto ibérico, e eu ja pedi uma paella pra começar bem a comilança pela Europa! Sempre acompanhado de um bom vinho, como é de costume dos  espanhóis! Como era bom não ser perturbado por vendedores ambulantes enquanto estavamos comendo ao ar livre, como acontecia desde a ásia, até o oriente médio! Estavamos contentes em finalmente não precisar ficar escondendo a maquina fotográfica, e não nos preocuparmos tanto com a segurança das nossas mochilas! Por outro lado, todos os demais turistas pareciam muito mais ricos que nós dois!!! hehehe

Almoço no Museo del Ramón, na Praça Maior
Depois da comida e vinho, cançados pela falta de sono e pelo calorão que fazia agora, resolvemos nos movimentar, senão iamos dormir ali mesmo!! Então continuamos passeando e conhecendo a cidade, observando os artistas de rua e a multidão que agora lotava as ruas e praças. Então o cansaço bateu, e resolvemos fazer alguma coisa que não tivessemos que andar muito... Estava estreando X-Men first Class no cinema, então resolvemos assistir! Foi muito legal! E era legal que com as legendas em espanhol quando perdiamos alguma coisa do ingles, conseguiamos ler a legenda, diferente do cinema do Egito que fomos. Lá era legenda em árabe, não entendeu o ingles, perdeu!!

O filme acabou umas 8 da noite, voltamos pro albergue, levamos as malas pro quarto (compartilhado com mais 10 pessoas), tomamos banho e ficamos conversando um pouco com um casal de americanos, até eles sairem pra balada. Assim que eles saíram eramos os unicos dormindo. O resto do quarto começou a aparecer quando ja estava quase claro, a maioria bebados, pelo barulho desajeitado que faziam! Mas isso nem incomodou, o sono era maior que tudo!!

Levantamos cedo porque tinha o famoso Free Walking Tour. Fomos com mais um pessoal do albergue, inclusive dois brasileiros, pra Praça Maior de onde começaria o tour. Esperamos um pouquinho e logo tinha bastante gente por la. Dividiram o grupo em dois, tour em Ingles e tour em Espanhol. Resolvemos ir no tour em Espanhol, ja que ficariamos pouco tempo na Espanha queriamos aproveitar ao maximo o contato com a cultura, lingua e com o povo! E claro que isso seria um desafio a nós mesmos, um tour de 3 horas e meia todo em espanhol madrilenho!! Fazia tanto tempo que não praticavamos Espanhol!!
A Ursa e o Madronho

O tour foi muito legal, o guia era gente boa, aprendemos muito sobre os pontos turisticos de Madri, que na verdade são tambem os pontos históricos do país. Então de lambuja ja aprendemos também sobre a historia local! Conhecemos melhor a praça maior, e sobre os frequentes incendios que aconteciam lá, depois fomos para a Praça do Sol e vimos a ursa e o madronho, famosa estatua que é simbolo de Madri, a linda arquitetura antiga da praça e vimos também o acampamento de manifestantes "peroflautas"  na praça (tipo hippies, desgrenhados e mal vestidos, que são figuras carimbadas das manifestações).

Botín, o restaurante mais antigo do mundo
Rodamos toda a cidade, vimos o congresso, que ainda tem marca de tiros de uma tentativa de golpe militar que aconteceu nos anos 80. Conhecemos o restaurante mais antigo do mundo, Botín, fundado em 1725, e ainda em funcionamento. Infelizmente nossos poucos euros não foram suficientes pra experimentarmos a sua comida... Mas ta aí a foto! Vimos parte do muro que cercava a cidade no passado e que separava os ricos e cristãos dos pobres, prostitutas e assassinos, mas onde muitos dos "cristãos" pulavam o muro a noite! Foi muito interessante aprender tanto sobre a historia dessa cidade tão rica em historia e belezas! Depois do tour demos nossa contribuição ao guia, e fomos até o teatro comprar ingressos pro Show de flamenco que queriamos ver.
Congresso
Depois dos Ingressos comprados, que não foram  tão caros quanto achávamos que seriam, voltamos pro albergue pra nos arrumarmos (pelo menos tentamos) afinal, era nosso aniversario de 6 anos de casados!! E a comemoração seria em grande estilo: Show de Ballet Flamenco! O Show foi incrível! Foi realmente uma mistura muito bem feita de ballet com flamenco, e  oresultado foi excelente!



Depois do show voltamos pro albergue e lá conhecemos outro casal de americanos. Ficamos conversando um pouco, e depois decidimos sair juntos pra jantar. O cara ja tinha vindo pro Brasil, e até tinha feito tour na favela (kkk), casalzinho legal!E apesar de ser nosso aniversario de casamento, gostamos de ter mais companhia, fazer amizade é sempre bom! Fomos num restaurantinho mexicano, a comida estava muito boa, o restaurante estava lotado, e ja era quase meia noite! Depois fomos dar uma volta, e vimos que as ruas estavam lotadas também! Parece que todo mundo saiu da toca por volta da meia noite. E não era só jovens, tinha familias inteiras saindo pra jantar essa hora! Brasileiro janta tarde, mas espanhol... Caramba! Então compramos uma cervejinha e ficamos numa praça conversando. Quanto mais tarde, mais jovens apareciam nas baladinhas perto dessa praça. E de repente fomos expulsos da praça pq ela ia ser lavada, então tivemos que sair, e percebemos que ja era 5 da manhã. Mas foi muito bom poder ficar na rua, sentados numa praça, com total segurança, sem nenhuma preocupação. Quando no Brasil, pelo menos em SP poderiamos fazer isso?
Elenco do show de Ballet Flamenco
No outro dia tentamos não acordar muito tarde, ja que não tinhamos muito tempo em Madri. Compramos café da manhã num mercadinho do lado do albergue e fomos pro computador pesquisar sobre Barcelona, onde iriamos naquela noite. Na hora do almoço fomos pra uma feirinha tradicional que acontece todo domingo chamada La Latina. Pena que chegamos um pouco tarde e ja estava acabando, mas foi legal mesmo assim.  Almoçamos num Tapas bar no mesmo bairro, onde como é de costume na Espanha, com qualquer bebida alcoólica que se pede,vem um tapa junto. Não, não é uma bofetada, é um pequeno lanche ou porção de comida.

Lado de fora do Museu do Prado
Saindo do bairro onde aconteceu a feira, fomos pro Museu do Prado. É um museu muito grande e bonito, com obras de arte importantes e belíssimas. Mas não conseguimos ver tudo, acho que o cansaço acumulado estava falando mais alto. Então vimos as obras que mais nos interessavam, como Dalí, Picasso, Da Vinci etc e seguimos até a porta de Alcalá que é um monumento muito bonito, junto ao Parque do Retiro. Só andamos pelo parque um pouco enquanto tomavamos um sorvetinho pra refrescar.

De lá ja fomos pro albergue pra buscar nossas malas, pq tinhamos que ir essa noite pra Barcelona. Paramos pra comer no Taco Bells, que é um fast food de comida mexicana, muito famoso nos Estados Unidos e que o Renner ainda não tinha provado. Depois de comer uns taquitos saborosos, fomos correndo pra rodoviária, e quase não pegamos nosso onibus!


O onibus, finalmente era bem confortavel, poderiamos dormir bem nessa viagem de 8 a 10 horas, certo? Errado! O povo tava em ritmo de festa, falavam mais alto que um papagaio, e mal conseguimos dormir... Mas tudo bem!

Nosso unico arrependimento quanto a Madri foi ter ficado muito pouco tempo! Gostamos muito da cidade, parece um lugar onde gostariamos de viver. Tudo muito vivo e animado, ruas limpas, pessoas educadas. Entrou também pra nossa lista de lugares onde quero voltar um dia!


Museo del Prado!



Renner & Ane Gimenes
Sent from my iTouch

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Egito - Parte 3


Chegamos a noite em Luxor e achamos um hotel bem meia boca, e acabamos ficando lá porque já estava tarde pra ficarmos andando procurando hotel. No manhã seguinte já encontramos um bem melhor e já mudamos. Esse hotel tinha um restaurante na cobertura e uma vista incrível da cidade lá de cima. A tarde fomos no Templo de Luxor, que era bem na frente do hotel. O templo era bem bonito, cheio de colunas com hieróglifos e na luz do fim de tarde ficou ainda mais bonito, pelo menos ao vivo, porque nas fotos, nem tanto. Na frente do templo tem uma estátua bem grande de um faraó e dali se estende uma rua com várias esfinges de cada lado e a rua segue assim com as enfinges por dezenas de metros. Já quase a noite voltamos pro hotel depois de dar uma passeada pelo souq, mercado árabe no centro da cidade.

Templo de Luxor
Logo cedo pegamos um tour do hotel para os vários templos do outro lado do Rio Nilo. O primeiro lugar foi o Vale dos Reis, onde ficam as tumbas de vários faraós importantes do Egito. Visitamos algumas dessas tumbas que eram um corredor que ia descendo pra dentro da terra até achar uma sala que continha o sarcófago do faraó. E em todas que fomos, esse corredor era todo desenhado com ilustrações da passagem dos faraós para o mundo dos mortos até que na última sala, os desenhos eram deles se encontrando com os deuses que viviam lá nesse outro mundo, de acordo com o que o guia nos ensinou. A tumba do faraó mais conhecido, Thutankamon, que morreu ainda menino estava fechada e não pudemos ver de onde vieram todos os pertences dele, que vimos no museu do Cairo. Mas as outras tumbas que vimos já valeram a pena porque também eram lugares muito interessante de se visitar, além de se aprender muito sobre os costumes e as crenças desse povo só pelos desenhos deixamos lá a milhares de anos atrás.

Também visitamos o Vale das Rainhas, que é um lugar parecido com o Vale dos Reis, mas com tumbas das mulheres dos faraós, que eram menores e com menos desenhos pelas paredes, pelo fato de serem menos importantes que os próprios faraós, na visão deles. Uma curiosidade é uma rainha que se tornou faraó, um título até então somente dado a homens. Ela mudou as regras se auto proclamando "rei" e faraó, e consequentemente teve sua tumba construída no Vale dos Reis e não no Vale das Rainhas. Outro templo que visitamos foi o de Hatshepsut, essa faraó mulher, (*por descrição) que era bem grande vendo pela maquete que tinha na sala de informações na entrada do templo, mas hoje em dia só metade de tudo aquilo ainda estava de pé, mas ainda assim é um templo bem grande, com grandes rampas de acesso para a parte superior e grandes estátuas em frente das colunas que sustentam esse piso. Grandes salões, uns abertos e outros cobertos e uma vista de quase tudo que hoje é a cidade de Luxor. Por fim, já no caminho de volta, passamos pelas grandes estatuas Menon, que marcam a entrada dos Vales, região das tumbas dos faraós.
Voltamos para o outro lado do Rio Nilo, para a cidade, e fomos almoçar uno meio da tarde. Como já tinhamos andado desde cedo e estava um calor insuportável, tipo uns 45 graus, fomos dar uma cochilada. Acordamos as 11 da noite, ai jantamos umas bolachas e depois de um tempinho fomos dormir de verdade. Acho que estávamos bem cansados!!
Templo de  Hatshepsut
No outro dia de manhã fomos para o Templo de Karnak, que é um complexo bem grande, com muitas salas, muitos corredores que ligam umas salas nas outras, a maioria delas com colunas nas laterais por todo o caminho. Outra coisa que também tem bastante além dessas colunas, são os obeliscos. Templo bem interessante, mas que não  chamou tanta atenção porque tudo era muito parecido com o que já vínhamos vendo na ultima semana pelo Egito. O resto do dia só aproveitamos para pesquisar, planejar e ficar só descansando com ar condicionado do hotel, hehe.
No Templo de Karnak
Na manha seguinte, fizemos planejamento financeiro e pesquisamos mais um pouco alem de arrumarmos as malas. Depois do almoço só ficamos na net num restaurante e depois fomos pra "rodoviária", porque não conseguimos de jeito nenhum comprar bilhete de trem para a volta pra Cairo, o que seria muito mais confortável, então não teve jeito, fomos de busão mesmo. O ônibus não era nem um pouco confortável, mas foi o que tivemos para dormir naquela noite. Além dele parar a cada duas horas, o que numa viagem de 12 horas alonga muito a jornada, tocou música árabe a todo volume durante toda a noite, e ao mesmo tempo que tocava música, passava um filme em francês, com legenda em árabe, e com volume alto também. Ou seja, o barulho era insuportável! A viagem foi dura!

Chegamos e fomos pra um albergue em Cairo, no mesmo prédio de outro que ficamos antes, mas que estava cheio naquele dia. Como não  tínhamos dormido bem a noite, no ônibus, dormimos ate meio dia no albergue e depois ficamos terminando de decidir como iríamos viajar pela Europa, de um pais pro outro, se de trem ou de avião. No fim compramos a passagem de avião, e saímos pra comprar uns cartões postais do Egito que ainda não tínhamos achado.

Renner, arrasando na dança do ventre!!!!
No fim da tarde fomos fazer um passeio de barco pelo Rio Nilo, onde tambem era servido jantar e teve apresentações de dança. Achamos que ia ser um passeio romântico, mas caímos do cavalo quando o motorista que nos levou do hotel até o barco também entrou no barco e sentou junto com a gente em uma das mesas. Quer dizer, ainda tivemos um vela ali na mesa com a gente a noite toda! Mas tudo bem, resolvemos aproveitar o que tinhamos, fomos pegar a comida quando serviram o jantar mas não estava lá tão boa. Depois da janta começou a apresentação de danca do ventre que foi até legal, principalmente nossa participação lá na frente de todos quando a dançarina nos levou pro "palco". A dançarina, segundo a Ane que ja praticou essa dança, não era uma expert do assunto, ainda mais por estar ali se apresentando para turistas, ela se vestia mais vulgarmente do que seria o tradicional.

A dança do ventre veio do Egito, mas hoje em dia por ser um pais árabe, portanto muçulmano, as dançarinas são discriminadas e com excessão da dançarinas mais velhas e conhecidas por todo o público, as demais só conseguem trabalho voltado para o turista ou no lado do entretenimento adulto.
Depois da dança do ventre, veio uma dança chamada Sufi, que era um cara com uma roupa que mais parecia uma saia e ele ficava o tempo inteiro rodando e fazendo varias coisas enquanto rodava, tipo servir água num copo sobre uma bandeja. Também teve uma interação com o publico, com brincadeiras e um anão dançando também, então foi mais uma atracão interessante e divertida, além de ser uma dança tradicional da cultura egípcia. E tudo isso com o barco subindo e descendo o Rio Nilo com uma vista noturna incrível da cidade de Cairo.
Ane dando um show... de como passar vergonha em público!!!
No nosso último dia no Egito e no Oriente Médio, saimos do albergue cedo, deixamos as malas por lá e fomos novamente pro Khal El Khalili, um dos mercados mais antigos e tradicionais do mundo árabe, daqueles que se acha de tudo relacionado com a cultura tradicional egípcia. Lá compramos algumas lembrancinhas e andamos vendo as lojas e os produtos que eles vendem e que o povo egípcio compra tanto, porque o lugar esta sempre cheio. No fim da tarde, voltamos pro centro para pegar as malas no albergue e seguimos pro aeroporto. Pra voltar pro aeroporto, achamos facilmente o ônibus, ao contrário da chegada que andamos de um lado pro outro sem achar esse ônibus. Só que esse foi o ônibus mais sujo que já entramos na vida, e olha que passamos por uns bem ruins durante essa viagem, isso sem falar no calor infernal que fazia naquele lugar, e o ar condicionado do ônibus, obviamente não funcionava. Também presenciamos uma mulher que usava véu sobre o rosto no maior dos amassos no ônibus com quem supomos que seja seu marido! Muito contraditório, pra nossa cabecinha ocidental!!! Chegando no aeroporto foi tudo bem, pegamos um vôo tranquilo, onde dormimos o tempo todo, apesar de serem só algumas poucas horas.

E assim terminou nossa passagem pelo Oriente Médio, um lugar que ouvimos falar geralmente pelas guerras e desgraças que acontecem por lá, mas que guardam inúmeras belezas naturais, que no nosso caso foram totalmente inesperadas, e muitas belezas culturais que nos cativaram. O Oriênte médio realmente nos encantou e vai deixar saudades! Sem contar as pirâmides que já sabíamos que ia ser super legal ver aquilo de perto, e realmente foi!!


Renner & Ane Gimenes